A3 LUIZ GAMA PERIGO - Somente na Escola Estadual Luiz Gama, 12 dos 19 professores foram infectados por doença

Em apenas um mês, pelo menos 40 funcionários da educação infectados

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

O ano letivo de 2021, tanto na rede pública como privada, começou no modelo híbrido, aquele no qual parte dos alunos assiste às aulas presencialmente e o restante as acompanha de forma remota. A expectativa era de que, com o início da vacinação, em curto intervalo de tempo, todos os alunos pudessem retornar. Mas a nova variante do novo coronavírus elevou o número de mortes e casos de covid-19. Em Araçatuba, não foi diferente e, do início desta semana até 14 de março, as aulas ocorrerão virtualmente. Estatísticas divulgadas na segunda-feira contribuíram com essa medida, apesar de o Estado ter colocado a abertura de escolas como opcionais em cidades na fase vermelha, caso de Araçatuba atualmente. Desde a volta às aulas, ocorrida há um mês, pelo menos 40 profissionais da educação – entre professores e demais servidores – foram infectados em escolas da rede pública.

Desse total, 12 foram apenas professores de uma escola estadual, a Luiz Gama – a tradicional instituição de ensino da cidade tem 19 docentes. O número é maior, pois não estão contabilizados dados sobre as demais escolas mantidas pelo Estado na cidade nem casos registrados nos estabelecimentos da rede privada. Por outro lado, balanço encaminhado pela Prefeitura à Câmara, atendendo a questionamento aprovado pelos vereadores, trouxe número da rede municipal. Segundo a Secretaria de Educação, em um mês, ou seja, de 8 de fevereiro, data de retorno das aulas, a 8 de março, última segunda-feira, 28 funcionários testaram positivo para a doença. Desse total, 12 eram professores e 16, profissionais que atuam nos diferentes setores das 68 unidades escolares mantidas pela Prefeitura.

Apesar dos números, o município garante que os protocolos sanitários, dentre os quais lavagem das mãos, uso de álcool em gel, uso de máscaras e distanciamento, continuam sendo exigidos. “A higienização das salas também foi realizada”, ressalta a administração municipal, no documento. Ainda em sua manifestação, a gestão do prefeito Dilador Borges Damasceno (PSDB) fala sobre a previsão de vacinação aos profissionais do ensino. O poder público local informa que, para tanto, aguarda cronograma do Ministério da Saúde e a disponibilidade das doses das vacinas. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro incluiu os trabalhadores da educação na lista de serviços essenciais e no grupo prioritário para receber a imunização.

Ainda na rede municipal, houve a morte de uma funcionária que trabalhava como educadora de creche no bairro Umuarama. No entanto, segundo a Secretaria Municipal de Educação, ela contraiu a covid antes do retorno às aulas. Por isso, quando o ano letivo começou, ela já estava afastada. Mesmo com o registro de casos entre servidores da educação, o fechamento de escolas motivou protestos de pais de alunos na cidade, na semana passada.

 

Município terá que explicar situação na Escola Luiz Gama

 

O avanço da doença que, até essa quarta-feira, já havia atingido mais de 13 mil araçatubenses e levado à morte de 325 pessoas na cidade, no entanto, não é motivo de preocupação apenas entre as escolas municipais. O mesmo temor existe na rede estadual.

A situação ocorrida na Luiz Gama motivou outro requerimento aprovado pelo legislativo municipal na última segunda-feira. Conforme o vereador Arlindo Araújo (MDB), autor do pedido de explicações, em 15 de fevereiro, um funcionário dessa escola estadual foi infectado.

Mesmo após o servidor ter testado positivo, afirma o emedebista, a dirigente regional de ensino esteve na unidade e disse que os professores deveriam seguir normalmente com as aulas, afastando somente as pessoas infectadas. No entanto, no dia seguinte, demais funcionários e professores começaram a apresentar sintomas da covid-19. Ele ressaltou que um docente chegou a ser internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Por causa disso, Arlindo questionou se, até a suspensão das aulas presenciais, a escola continuou atendendo mesmo com o surto de covid. Questiona também o motivo de não ter parado logo após o primeiro funcionário ter testado positivo para a covid. Por fim, quer saber por que a dirigente de ensino, mesmo estando na escola, não tomo providências, juntamente com o Executivo municipal, para o fechamento da Escola Estadual Luiz Gama. Ele justifica o questionamento, dizendo que os protocolos em relação aos infectados pela covid devem ser seguidos com orientação da Vigilância Sanitária e que somente este órgão e a Prefeitura Municipal têm poder para fechamento de escolas, mesmo sendo estadual.


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