PEDRO CÉSAR ALVES
Amor-próprio – será que temos? Já pensou sobre? Eu escolhi colocar este assunto como tema do texto de hoje pelo simples fato de que nem todos possuem amor a si mesmo. E, vale dizer que por diversas razões é necessário ter amor-próprio, tais como: base para o bem-estar, para se ter relacionamento saudáveis, autoestima, autoconfiança, autocompaixão, saúde física e mental, empoderamento, realização pessoal – ou seja, em todos os aspectos de nossa vida.
Temos que pensar que devemos cultivar amor por nós mesmos porque ele deve ser o alicerce fundamental para termos uma vida plena e feliz. Ao cuidarmos de nós, estamos investindo na nossa saúde física, emocional e mental (citados anteriormente), e isso reflete em todas as áreas da nossa existência. Afinal, só podemos administrar, amar e cuidar dos outros quando primeiro cuidamos de nós. Ou seja, quando nos amamos.
A autocompaixão sempre será um dos pilares centrais desse amor-próprio. Devemos aprender a ser gentis e compreensivos conosco, reconhecendo que somos humanos e que falhas e imperfeições fazem parte da jornada. Aceitar-nos incondicionalmente (e aqui se tem um grande ponto a se pensar), com todas as nossas virtudes e defeitos – assim permitiremos vivermos mais leves e com menos pressão interna (porque temos este costume de nos pressionar!).
Além disso, o autocuidado é essencial para mantermos a nossa vida equilibrada. Isso inclui cuidar da nossa alimentação, fazer exercícios regularmente (estou em dívida comigo neste aspecto), dormir o suficiente e encontrar tempo para relaxar e dedicarmos a atividades prazerosas. Esses cuidados básicos nutrem o nosso corpo e mente, permitindo que enfrentemos os desafios diários com mais energia e resiliência.
Outro aspecto importante é protegermos nossos interesses e hobbies. Ao dedicar tempo às atividades que nos trazem alegria e satisfação, fortalecemos nossa autoestima e senso de identidade. Devemos encontrar momentos para ler um livro (ou, para quem gosta – como eu, de escrever), praticar um esporte, pintar, tocar um instrumento (eu, quando estou meio desanimado, tomo posse de minha clarineta de madeira em dó de treze chaves e saio pelo quintal a tocar as músicas que mais amo) ou qualquer outra atividade que tal motivo seja uma forma de nutrir nossa alma.
Devemos aprender a estabelecer limites saudáveis (– porque o nosso corpo tem limite!), tanto nas relações pessoais quanto profissionais. Dizer “não” quando necessário é um ato de amor-próprio, pois protege nossos limites emocionais e evita sobrecargas desnecessárias. A busca pelo crescimento pessoal e autoconhecimento também é um caminho importante para o amor-próprio. Conhecer nossos medos, sonhos e desejos nos ajuda a tomar decisões definidas com nossos objetivos e valores, proporcionando uma vida mais autônoma e realizada.
Por fim – e com total importância (e a que deveria vir em primeiro lugar), praticar a gratidão e o perdão conosco é fundamental, e com o Ser de Luz. Ao celebrar nossas conquistas e reconhecer nossos recursos, reforçamos nossa autoconfiança e motivação. Da mesma forma, aprender a tolerar nossos erros e não nos prendermos ao passado nos liberta para seguir em frente com leveza e esperança.
Viver bem e melhor começa em nós mesmos (e não na dependência do outro). Ao nos amarmos incondicionalmente, cuidarmos de nosso bem-estar físico e emocional, fortalecermos nossos interesses, estabelecermos limites saudáveis e buscarmos o autoconhecimento, encontraremos a chave “mágica” para uma vida mais significativa e gratificante. O amor-próprio é uma jornada contínua, mas que vale cada passo dado em direção a uma vida mais plena e feliz. Cuide-se!
– Prof. Me. Pedro César Alves



