Da Redação – Araçatuba
O vereador Antônio Edwaldo Dunga Costa (União Brasil) veio a público em vídeo afirmar que o alvo das investigações da Polícia Civil e do Gaeco era seu ex-assessor.
Dunga afirmou que esse ex-assessor deixou o cargo em seu gabinete há cerca de dois anos. Ele não citou o assessor pelo fato de a operação ser sigilosa.
“Nessa manhã foi feita uma operação sigilosa, sem citar nome de ninguém, e o alvo era um ex-assessor meu, que já deixou há dois anos e pouco o meu gabinete. E também com algumas difamações de hacker, de cara que está preso na Sérvia”, citou Dunga.
O vereador gravou um vídeo sobre o assunto afirmando estar na clínica, que foi publicado pouco depois das 10h. Ele confirmou que foi feita busca e apreensão em seus endereços e disse que está bem. Posteriormente, o vídeo foi apagado.
“Eu estou bem, estou na clínica, fizeram busca e apreensão. Dizer aos meus eleitores que estou firme, sou igual massa de pão, quanto mais bate mais eu cresço. Ninguém sabe se estou envolvido com tráfico de drogas, com homicídio, se alguma vez fui em porta de delegacia foi como advogado”, afirmou.
Sobre o fato de ter sido encontrado um revolver com a numeração raspada em seu apartamento, o vereador afirmou que possui armamento.
“Eu tenho arma porque sou policial”, disse.
Ele também atribuiu o barulho feito em cima do fato aos seus adversários políticos e aproveitou o depoimento para pedir votos.
Coletiva
O promotor de Justiça, Carlos Bruno Gaia da Costa, afirmou em entrevista coletiva que um ex-chefe de gabinete do vereador (ele não cita o nome de Dunga) teria forte ligação com o alvo principal da operação, que seria uma pessoa que comanda a facção criminosa na região. Ele também cita que autoridades públicas teriam financiado manifestações em Brasília.
“Eu não vou citar nomes porque a investigação está em sigilo, o que houve e o que há é uma investigação a respeito de possível infiltração do PCC com a política de Araçatuba. Foi identificado um contato muito próximo de um indivíduo que foi chefe de gabinete de um vereador da Câmara e que, aparentemente, pratica o tráfico de entorpecentes. E teria havido financiamento por parte de autoridades pública daqui para financiar manifestações supostamente populares em Brasília contra o fim das saídas temporário”, disse o promotor.
Segundo o promotor, a prisão em flagrante do vereador ocorreu por situação à parte da investigação.
“Houve uma prisão em flagrante, é só o que a gente tem a dizer a respeito disso”, afirmou.

