PROTESTO - Manifestantes se reúnem em frente à prefeitura por causa de fechamentos de bares na fase laranja

Donos de bares e restaurantes protestam em frente à prefeitura por novas medidas restritivas

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Proprietários e funcionários de bares, restaurantes e similares fizeram uma manifestação, no final da tarde desta sexta-feira (22), em frente à prefeitura municipal de Araçatuba, contra as medidas anunciadas pelo governador João Dória (PSDB), principalmente pelas restrições ao funcionamento de estabelecimentos do tipo por dois finais de semana seguidos e também pelas medidas da fase laranja, que restringem o funcionamento noturno de restaurantes até 20h.

Pouco mais de 50 manifestantes estiveram por volta das 17h em frente ao Paço Municipal com duas faixas. Em uma delas estava escrito “Bares e restaurantes também importam! Geramos milhares de empregos. Precisamos trabalhar” e na outra “Os bares e os restaurantes importam, pois sem trabalhar não colocamos comida em nossas mesas”.

O movimento foi organizado pelos próprios proprietários e contou com a proteção da Guarda Civil Municipal. Não houve fechamento da via em frente ao Paço, porém manifestantes se deslocaram até o semáforo da avenida Brasília que fica em frente à rodoviária para que motoristas notassem o protesto e manifestassem apoio à causa.

Durante a manifestação, organizadores lembraram que o ato ocorreu em frente à prefeitura para que o prefeito ouça o apelo dos comerciantes e leve até o governador. Os trabalhadores entoaram o grito de “Queremos trabalhar” ao final dos discursos.

Prejuízos

Para o empresário Sildemar Paulucci, que é proprietário do Joaquim´s Food Park, e é um dos líderes do manifesto, Araçatuba está pagando pelos números ruins de outras regiões do estado. Segundo ele, 60% do faturamento do setor está sendo prejudicado com as novas medidas.

“Não é justo que o governo venha e mude as regras no final do jogo, ele mudou as regras para enquadrar Araçatuba em uma fase laranja e agora em uma fase vermelha nos finais de semana”, afirmou. “Ele está tirando 60% do nosso faturamento mensal, nós já estamos com uma queda de 40% no faturamento porque fechamos às 22h, agora fechando às 20h ele está inviabilizando”, disse.

Paulucci acredita que é possível encontrar medidas menos radicais do que simplesmente impedir o trabalho dos estabelecimentos do setor.

“O que adianta salvar vidas e matar outras vidas? Não é assim que funciona, então temos que nos comunicar e achar medidas paliativas para poder continuar trabalhando”, afirmou o empresário.

De acordo com o empresário, quatro ou cinco lojas do ramo, entre bares, restaurantes e pizzarias, confirmaram que devem fechar suas portas por causa das novas medidas anunciadas ontem.

Com o fechamento de estabelecimentos não essenciais nos dois próximos finais de semana, dias 30 e 31 de janeiro, e 6 e 7 de fevereiro, como determinou o estado, muitos empresários vão perder boa parte do faturamento.

É o caso de Sabrina Serrano, proprietária da Total Açaí, que afirma que boa parte dos ganhos de seu estabelecimento ocorrem com o atendimento presencial nos finais de semana.

“Eu acredito que seja em torno de 25% do faturamento mensal com um final de semana, com dois são 50% do faturamento mensal, porque o que eu vendo na semana, no sábado e no domingo praticamente quadriplica”, informou.

No caso de Sabrina sua principal preocupação é com seus funcionários. Ao todo, 15 pessoas trabalham em suas duas lojas na cidade.

“Se você tem que reduzir, são funcionários que você manda embora, são famílias que ficam sem trabalho, e esses funcionários nem direito a seguro desemprego eles têm porque eu acabei de contratar eles agora quando retornou da pandemia”, lamentou.

Novo manifesto na quarta

Uma nova manifestação, no estilo carreata, semelhante às que já ocorreram nos últimos dias envolvendo produtores rurais e donos de revendas de veículos, ocorrerá na próxima quarta-feira (27), a partir das 8h, com presença de trio elétrico e concentração em frente ao antigo Posto Absoluto, em frente à rodovia Marechal Rondon.

A promessa é de que nesta manifestação, representantes do comércio de rua também estejam presentes. A Associação Comercial de Araçatuba está apoiando o movimento.

FAIXAS – Organizadores fizeram faixas ressaltando a importância do setor na geração de empregos – DIEWGO FERNANDES

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