Donos de bares e restaurantes fazem carreata contra restrições do Plano São Paulo

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Pela segunda vez em menos de um mês, comerciantes e donos de bares, restaurantes e similares fizeram uma carreata em manifestação às restrições adotadas pelo governo estadual no âmbito do Plano São Paulo, na manhã desse sábado (6). Cerca de 70 veículos participaram do ato. Na última sexta-feira (5), o governador João Doria anunciou a reclassificação da região de Araçatuba para a fase amarela, que permite o funcionamento estendido e a reabertura dos bares, por exemplo. Mesmo assim, os organizadores decidiram manter o protesto.
Os manifestantes fizeram a concentração no pátio de um posto de combustíveis desativado às margens da rodovia Marechal Rondon (SP-300). Eles contaram com um caminhão de som e um guindaste segurando uma faixa com as cores da bandeira do Brasil. Alguns que protestavam também vestiam camisas do país e outros com imagens do presidente Jair Bolsonaro.
Do posto, a carreata percorreu as avenidas Brasília e Joaquim Pompeu de Toledo. Diferentemente do primeiro ato, dessa vez a manifestação também se estendeu ao centro da cidade. Os carros seguiram pela rua Luiz Pereira Barreto, contornaram a Praça Rui Barbosa, entraram na Avenida dos Araçás e finalizaram o protesto em frente a uma loja de departamentos. Muitos veículos buzinavam e alguns ocupantes pediam a saída do governado João Doria.
A reportagem conversou com o empresário Sildemar Paulucci, dono de um espaço para trailer na Avenida Joaquim Pompeu de Toledo. Só lá, quatro empresários tiveram que fechar seus estabelecimentos por conta da situação com a pandemia de coronavírus.
“Nessa pandemia já fecharam quatro locais e, se continuar assim, vamos fechar mais estabelecimentos. Nós já temos milhares de desempregados no setor de bares e restaurantes aqui em Araçatuba. Vários estão fechando suas portas, porque não têm condições de pagar água e luz. O governo não nos apoia em nada, nem mesmo com parcelamentos ou suspensão dos cortes”.
O empresário ainda se diz contra algumas restrições impostas na fase amarela, como por exemplo, a proibição de servir bebida alcoólica após às 20h. “Não faz sentido. Se o governado estivesse realmente preocupado com a pandemia, ele teria eliminado essa questão do transporte público lotado, como a gente vê diariamente em São Paulo. Teria horários diferenciados para a indústria, o comércio, o setor de serviços. A população lá está lotando os metrôs, a pandemia se prolifera nesses locais públicos”, opinou.
Já para Euflávio de Carvalho Júnior, presidente do SHRBSA (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Araçatuba), a manifestação foi mantida, mesmo após a região ter avançado para a fase amarela, para que os fechamentos e reaberturas não ocorram com a frequência que estão ocorrendo.
“A nossa categoria depende de mercadorias perecível, então, nós precisamos seguir firmes e, principalmente, que o senhor governador não aumente mais os nossos impostos, porque não aguentamos mais essa quantidade de impostos a pagar nessa pandemia. Fica esse vaivém aí. Então, o motivo da carreata é ainda o mesmo inicial: mostrar que estamos vivos e precisamos ser respeitados”, afirmou.
Para percorrer todas as vias, o trânsito foi interrompido em uma faixa com o apoio da Polícia Militar e também da Guarda Municipal. O protesto ocorreu de forma pacífica e terminou por volta de meio dia. A última manifestação do tipo ocorreu no último dia 27 de janeiro, quando Araçatuba estava na fase laranja. Na ocasião, mais de cem veículos participaram do ato.


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