Delegado da região comenta sobre Dia da Internet Segura em meio a megavazamento de dados dos brasileiros

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Em meio ao escândalo de um megavazamento de dados de 223 milhões de brasileiros, foi comemorado nessa terça-feira (9) o Dia da Internet Segura, que foi criado em 2009 e reúne mais de 140 países a fim de fazer reflexões que envolvam usuários e instituições sobre o uso ético e seguro dos recursos tecnológicos. Na região, o delegado de polícia Higor Vinicius Nogueira Jorge é um dos maiores especialistas contra crimes cibernéticos e traz dicas valiosas para que as pessoas evitem serem vítimas desse segmento.

De acordo com o delegado, as principais dicas aos usuários são em relação às senhas (ter uma boa senha é essencial para a segurança cibernética), possuir um bom antivírus e ter muito cuidado com os links recebidos por redes sociais, aplicativos de mensagens e até e-mails.

“Muitas vezes o link faz com que o usuário seja direcionado a um site falso, que simula um verdadeiro, ou que a vítima faça o download de um artefato que permite a instalação de um vírus no computador, o chamado malware”, alertou em entrevista ao jornal O LIBERAL REGIONAL.

Além disso, Jorge alerta para outro tipo de golpe bastante comum, principalmente nas redes sociais. Criminosos criam perfis falsos para ludibriar as vítimas com o envio de mensagens. Algumas chegam a dar dinheiro aos autores. Outras têm o WhatsApp clonado pelos golpistas, que passam a pedir dinheiro para os contatos. Em muitos casos, as pessoas acreditam na situação e depositam altos valores nas contas dos estelionatários.

“Para evitar esse tipo de problema é muito importante nunca informar para as pessoas um código de segurança que o WhatsApp envia via SMS. Muitas vezes, os criminosos criam uma situação fantasiosa, convencem a vítima a informar o número enviado desse código de segurança e, em poder disso, consegue clonar o aplicativo”, afirmou.
Outra dica importante para evitar esse tipo de crime é o usuário criar a dupla verificação, que permite a escolha de uma senha de seis dígitos, além de poder cadastrar o seu e-mail, caso seja necessário para voltar ter acesso ao WhatsApp em uma situação de clonagem.

CRIANÇAS E ADULTOS
Outro grande perigo na internet é em relação às crianças, que muitas vezes podem ser alvos fáceis dos criminosos. Por isso, os pais devem acompanhar o que os filhos acessam na rede. Em razão da pandemia de coronavírus, as crianças utilizam com mais frequência a internet para assistir aulas. “Por isso é importante a instalação de um bom aplicativo para fazer o controle parental para evitar que ela assista conteúdos inapropriados”, complementou o delegado.
Mas, não são somente as crianças que estão sujeitas a isso. Ainda segundo Jorge, a pandemia também trouxe o maior uso da internet e do computador aos adultos. Muitos tiveram que migrar para o home office, por isso os cuidados devem ser redobrados. As pessoas estão cada vez mais conectadas e a conscientização deve prevalecer para que a segurança seja efetiva.

FAKE NEWS
O Dia da Internet Segura também traz reflexões em relação às notícias falsas propagadas nas redes sociais, as chamadas fake News. Para o delegado, a grande importância é checar a veracidade das informações antes de divulgá-las para outros grupos.
Inclusive existem sites que conseguem fazer a verificação se uma notícia é verdadeira ou não. Além disso, a imprensa continua sendo a maior ferramenta contra a difusão das fake News no atual momento do cenário brasileiro.

MEGAVAZAMENTO EXPÔS DADOS DE MAIS DE 220 MILHÕES DE BRASILEIROS
O maior vazamento já ocorrido no Brasil expôs informações de 223,74 milhões de brasileiros, incluindo autoridades como o presidente Jair e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Surpreendentemente, alguns dados destas autoridades também foram encontrados sendo vendidos na web. As informações estão sendo comercializadas em pacotes a partir de US$ 500.
Diferente de outros vazamentos, este expôs informações muito mais detalhadas dos brasileiros. Neste sentido, foram vazados CPF, nome, endereço, renda, imposto de renda, fotos de rosto, participantes do Bolsa Família, scores de crédito, entre outros.

Inicialmente, a suspeita era que as informações tivessem origem no Serasa Experian. Isso porque, entre os dados divulgados, estão a pontuação de crédito dos indivíduos, bem como dados de um sistema interno da empresa chamado Mosaic. No entanto, a companhia afirmou que realizou investigações profundas em seus sistemas e que não achou brechas.
Depois da manifestação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre o maior vazamento de dados da história do Brasil, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a ação. O objetivo é descobrir a fonte do vazamento das informações de 223 milhões de pessoas, e identificar os possíveis criminosos.


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