Conforme dados apurados pela empresa de auditoria Moore Stephens, que tem sede no Reino Unido, a Cobrac teve um importante crescimento no seu patrimônio desde 1997. Naquele ano, a Cooperativa detinha 223.040 m2 entre propriedades rurais e urbanas. Em 2017, a Cobrac chegou a 1.112.025 m2 em propriedades, aumentando em cinco vezes o seu patrimônio territorial e imobiliário.
Paoliello comentou que, ao assumir a presidência da cooperativa nos anos 90, a Cobrac dispunha de R$ 9,4 mi de patrimônio, sendo que a dívida era de R$ 5 mi, o que deixava o débito impagável caso a cooperativa entrasse em processo de liquidação, já que acordos precisariam ser feitos com os funcionários desligados.
Atualmente, segundo o ex-presidente, a dívida está paga, e a Cobrac foi incorporada à Coopercitrus com um patrimônio líquido e ativos de quase R$ 80 mi, um aumento de quase 9 vezes em 20 anos. Fora isso, há ações na justiça na iminência de serem concluídas e que gerariam um acréscimo de crédito de R$ 18 mi. A única dívida atualmente são 10 parcelas no valor total de R$ 750 mil, referentes a um programa de recuperação lançado pelo governo, ao qual a Cobrac aderiu. “A situação é muito confortável, não temos praticamente dívida nenhuma, a Cooperativa só fez crescer”, afirmou Paoliello.
Investimentos na região
Para José Vicente da Silva, presidente executivo da Coopercitrus, a cooperativa está preocupada com a diversificação na agricultura. Para ele, é preciso oferecer mais opções. “No Estado de São Paulo é bem comum ter cana, ou ter laranja, ou ter pecuária. Não é muito comum o nosso cooperado ter mais de uma atividade. Então nossa intenção é mostrar para eles que é possível haver diversificação e isso acaba gerando mais oportunidades de faturamento”, afirmou.
Segundo José Vicente, a intenção é a instalação de um sistema moderno chamado integração lavoura – pecuária – floresta. Funciona da seguinte forma: o cooperado planta soja em um determinado período, um a dois anos depois é plantado o pasto, e depois planta também eucalipto, mogno, dentre outros tipos de floresta. O objetivo é que o gado tenha um sombreamento durante a pastagem.
Outra intenção é realizar a renovação da lavoura de cana com soja. O objetivo é aumentar a quantidade de grãos na região. “A região de Araçatuba, de Andradina, incluindo cidades como Birigui, dentre outras, é bastante propícia a este tipo de atividade”, contou José Vicente.
O presidente da Coopercitrus informou que se comprometeu com a antiga direção da Cobrac, a cooperativa incorporada, de realizar a venda de alguns imóveis que não auxiliam no trabalho do cooperado, e repassar o dinheiro arrecadado nos negócios para o aumento da parte de armazenagem, melhora da fábrica de ração, e para a montagem de um Shopping Rural à altura de Araçatuba. Este último ficaria localizado onde é o Centro Agroindustrial, no trevo da Rodovia Marechal Rondon com a Elyeser Montenegro Magalhães.
Para Andradina, há também intenção da Coopercitrus de melhorar os silos – espaços utilizados para a armazenagem e conservação de grãos -, que estão com manutenção comprometida. “Queremos otimizar toda a estrutura e transformar Araçatuba e Andradina em polos regionais da Coopercitrus, queremos fazer daí um centro de distribuição de insumos agrícolas”, revelou o presidente da Coopercitrus.

