VISITA - Jamil Buchalla observa o bosque plantado por alunos do SEB Thathi - ANTÔNIO CRISPIM

Construção civil garante a manutenção do emprego mesmo com a pandemia

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ANTÔNIO CRISPIM

Diversos setores amargam prejuízos e têm futuro incerto em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Porém, os empreendimentos imobiliários e a construção civil estão passando sem grandes sustos e garantindo empregos. Desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu o coronavírus como pandemia e os governos decretaram estado de emergência e o fechamento de estabelecimentos não essenciais, a produção caiu e a economia paralisou. “No setor imobiliário e na construção civil não tem crise”. A afirmação foi feita por um dos mais experientes empresários do setor, Jamil Buchalla, que acompanha de perto os empreendimentos e se entusiasma com o contingente de pessoas trabalhando. “Isso é vida”, diz ele entusiasmado ao visitar um de seus empreendimentos em Araçatuba, o Vila Madalena.

Em Araçatuba são muitos empreendimentos residenciais, com as construtoras trabalhando normalmente. A maioria admite que durante a pandemia houve aumento dos negócios. Há vários empreendimentos imobiliários, como loteamentos abertos e fechados, que também estimulam a construção civil. Neste setor, os negócios também não pararam e novos empreendimentos foram lançados, mesmo com alguns setores demonstrando insegurança.

Segundo Jamil Buchalla, que tem empreendimentos em Araçatuba, Birigui, José Bonifácio, Lençóis Paulistas e outras cidades, o mercado está aquecido em todas elas. Certamente há cidade com desempenho melhor do que outra até mesmo por suas características econômicas, mas o setor não teve recessão e essa é uma realidade nacional. Por isso, na avaliação e Jamil Buchalla, os governos devem olhar com mais atenção para o setor, que é capaz de dar resposta imediata na geração de empregos e movimentar a economia.

Jamil Buchalla disse que em Araçatuba os negócios continuaram aquecidos normalmente. No Vila Madalena I restam poucos lotes e no Vila Madalena II as vendas estão ocorrendo normalmente. Atualmente no Vila Madalena I, liberado para construção no primeiro semestre desde ano, há aproximadamente 100 casas em obras. “Isso representa um contingente diário de mais de 500 trabalhadores e mais de 30 projetos estão em fase de aprovação para início das obras”, diz Buchalla, que acompanha de perto as obras das áreas comuns, como quadras e salões de eventos e se entusiasma com as mais de 3,4 mil árvores plantadas. “Isso é como um filho que acompanhamentos o crescimento”, diz o experiente empresário que atua no setor há quase 50 anos.

 

BRASIL

De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em setembro, a construção civil foi responsável pela criação de 45.249 novas ocupações, resultado da diferença de 152.553 admissões e 107.304 demissões. Com esse resultado, o setor foi responsável, nos primeiros nove meses do ano, pela criação de 102.108 novos postos de trabalho com carteira assinada. Além disso, pelo quarto mês consecutivo, a construção civil gerou resultados positivos em seu mercado de trabalho. O número de trabalhadores formais na Construção em setembro foi de 2,269 milhões, o que correspondeu a um incremento de 2,03% em relação ao observado no mês anterior (2,223 milhões). Nesse mês, a construção foi o setor que registrou a maior variação relativa no número de trabalhadores.

No mês de referência, o número de trabalhadores formais no País foi de 38,251 milhões. Desse total, 5,93% eram da construção (2,269 milhões). Considerando que o total de vagas geradas no País neste mês foi de 313.564, a construção foi responsável por 14,43% (45.249). “Mesmo respondendo por 5,93% do total de trabalhadores, o setor respondeu, em setembro, por 14,43% do total de novas vagas geradas”, destaca a economista do Banco de Dados CBIC, Ieda Vasconcelos.

A construção, no período de janeiro a setembro, foi destaque na geração de empregos com carteira assinada: 102.108 novas vagas. “O setor não só recuperou as vagas que perdeu, de março a maio, como já registra um saldo positivo superior a 100 mil novas vagas no acumulado de janeiro a setembro, o que demonstra toda a força e importância da indústria da construção no processo de recuperação da economia nacional”, diz.  (Com informações da CBIC)

 

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