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sábado, maio 21, 2022

Condenados mais dez réus investigados na Operação Raio X

DA REDAÇÃO – BIRIGUI

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) conseguiu nesta terça-feira (1/2) a condenação de mais dez pessoas investigadas na Operação Raio X, desencadeada no dia 29 de setembro de 2020, que mirou em integrantes de organização criminosa que usava organizações sociais para desviar dinheiro público da saúde em diversos municípios paulistas. A mais recente sentença foi dada pelo Poder Judiciário de Birigui. Como o processo foi dividido, em dezembro outras pessoas foram condenadas. Muitos que estão sendo condenados em Birigui já foram condenados em Penápolis, onde o processo também foi dividido.
A maior pena aplicada CHEGA 27 anos em regime fechado. Ainda de acordo com a decisão judicial, que diz respeito a crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, os envolvidos deverão indenizar o município de Birigui em valores que, somados, chegam a quase R$ 4 milhões.
Foi decretado também o perdimento, em favor do Estado, de dois automóveis e de aproximadamente R$ 2,7 milhões pertencentes aos réus. Claudio Castelão Lopes ainda perdeu a função pública que ocupava à frente de uma instituição de saúde.
A investigação criminal demonstrou, com base em interceptações telefônicas e análises do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que o esquema se concretizava por meio de superfaturamentos e serviços não executados, sempre mediante emissão de notas frias.
A Operação Raio-X foi deflagrada em setembro de 2020 pelo Gaeco e pela Polícia Civil. Na ocasião, as prisões e as buscas se deram em vários municípios do Estado de São Paulo, dentre eles Penápolis, Araçatuba, Birigui, Osasco, Carapicuíba, Ribeirão Pires, Lençóis Paulista, Agudos, Barueri, Vargem Grande Paulista, Santos, Sorocaba, bem como em cidades do Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

OS CONDENADOS
Na sentença de terça-feira foram condenados a regime fechado Marcio Takashi Alexandre (27 anos e 2 meses), Cláudio Castelão Lopes (23 anos e 7 meses), Júlio César Arruda Rodrigues (22 anos e 10 meses), Márcio Toshiharu Tizura (16 anos e 8 meses), Adriana Michels Ferreira (13 anos e 8 meses), Genilson José Duarte Amorim (9 anos e 8 meses), Osvaldo Ramiro Alexandre (8 anos e 10 meses) e Wagner Fornos (8 anos e 9 meses). Já no regime semiaberto foram condenados Anderson Oliveira do Nascimento e Lucirene do Roccio Guandeline, ambos a 7 anos e 10 meses.

 

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