Comprador pode colher a uva que vai levar

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Como toda atividade econômica, a produção agropecuária exige aprimoramento técnico e ousadia para inovar. Depois de décadas de trabalho com plantio de milho e criação de gado, produtor rural Alberto Figueiredo da Silva, do bairro rural Ferdinando Laboreaux, aderiou a um programa de estímulo à viiocultura. O trabalho começou em 2017 e agora já fazendo a primeira colheita. Quem for à propriedade, pode fazer a própria colheida. Depois é só pagar.
Acostumado ao trabalho duro da lida com o gado e o cultivo do milho, “seo” está feliz com a iniciativa. Tanto que hoje temn apenas meio hectare plantado (algo em torno de 5 mil metros quadrados) e já está preparando outra área de 10 mil metros quadrados para ampliar a produção. Com larga experiência no meio rural, ele vê a viticultura com boas perspectivas não apenas para Araçatuba, mas também para outras cidades da região.
O programa de viticultura foi lançado pela Prefeitura em 2017 e tem como foco a produção de uvas de mesa, para venda in natura e para grandes redes de supermercados. A maioria da fruta consumida na região, atualmente, vem do Paraná e Rio Grande do Sul.
De acordo com o produtor, a safra da uva é anual, sendo que cada pé produz em média 15 a 20 quilos da fruta. A área de implantação do vinhedo-modelo, que está em produção, fica no bairro rural Ferdinando Laboreaux, composto inicialmente por 470 videiras. Estão em plena produção as variedades Niágara rosada e algumas plantas das variedades Vitória, Benitaka, Rubi e Brasil.

COMERCIALIZAÇÃO
Além do cultivo da uva, a forma de comercialização também é novidade para “seo” Alberto, que está vendendo para mercearias, supermercados, bem como a clientes diretos. Como presidente da Associação do Córrego da Divisa, “seo” Alberto relata que a ideia é estimular outros produtores rurais a investirem no cultivo das uvas, transformando a viticultura em mais uma alternativa econômica para as pequenas propriedades.

O PROGRAMA
O programa é composto por sete módulos e termina em dezembro. Os produtores já receberam orientações sobre a escolha da área, produção de mudas e implantação de vinhedo. O sistema adotado na propriedade-modelo, onde as aulas práticas são ministradas, é o de parreira, na qual as videiras apoiam-se em grades.
Dois agrônomos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agroindustrial (SMDA), José Celso Sanches Junior e Yuri José de Melo Colombo, acompanham o programa para dar toda assistência e suporte ao projeto. “Consideramos que seja nosso dever dar esse suporte, para que efetivamente nos tornemos um polo produtor de uvas”, declara Arnaldo Viera Filho, assessor executivo da SMDA.

PARCERIA QUE RENDE
O prefeito Dilador Borges visitou a plantação na segunda-feira junto a outros integrantes do governo, ficou entusiasmado com o que viu. Depois de degustar algumas variedades, o prefeito falou sobre o que viu. “Quero parabenizar o senhor Alberto por essa grande conquista. Sabemos que não é fácil, o clima aqui muitas vezes não ajuda, mas com sua garra e com os conhecimentos transmitidos no curso, vemos hoje os resultados”.

RECONHECIMENTO
Alberto valorizou o apoio recebido. “Parcerias sempre são maravilhosas. Todo mundo sabe a dificuldade que é preparar a terra, plantar, cultivar, isso em todo tipo de cultivo. A uva é uma fruta delicada, que exige cuidados especiais. Por isso digo sempre que é necessário unir a vontade de fazer com a capacidade técnica. Isso faz dar certo”, concluiu, anunciando que vai expandir o cultivo em 1.800 plantas da uva Niágara no sistema de espaldeira, com irrigação por gotejamento.
A área de produção de “seo” Alberto, denominado “Recanto”, fica na estrada que vai para Guararapes, cerca de 1,5 mil metros após a estação ferroviária (hoje terminal de combustíveis).

 


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