AMPLIAÇÃO - Direção da Santa Casa de Araçatuba trabalha para ampliar a usina de oxigênio DIVULGAÇÃO

Com aumento do consumo, Santa Casa redimensiona produção de oxigênio

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ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

No fim de semana a Santa Casa de Araçatuba recorreu a instituições parceiras para garantir o fornecimento de oxigênio, hoje tão importante na assistência aos pacientes com síndrome respiratória, uma das principais consequências da covid-19. Diante da nova realidade, a instituição está redimensionando a usina de oxigênio, esperando não ter que usar, já que isso representaria agravamento da crise sanitária, que atualmente é muito preocupante.

De acordo com a assessoria da Santa Casa, antes da pandemia a usina com capacidade de produção de 90 metros cúbicos por hora era suficiente. Além disso, a Santa Casa tem um sistema de backup com capacidade de 5 mil litros de oxigênio líquido (quatro metros cúbicos de oxigênio gasoso) e mais 25 cilindros (torpedos) abastecidos por fornecedor externo. O oxigênio do backup e dos cilindros é injetado na rede interna da usina.

No entanto, com aumento das internações com síndrome respiratória, aumentou o consumo de oxigênio. Antes, o sistema complementar durava 20 dias e hoje dura 40 horas. Hoje o consumo é da ordem 160 metros cúbicos por hora.

Mesmo, assim o abastecimento sempre foi equilibrado. No fim de semana, o fornecedor externo atrasou a entrega e a Santa Casa recorreu a outras instituições, como o Hospital Ritinha Prates, a Unesp (Faculdade de Odontologia) e a Nestlé, que juntas cederam mais cinco cilindros, aumentando a capacidade de armazenamento. “Não houve falta de oxigênio. Buscamos a reposição do estoque antes do fim”, informou a assessoria, frisando que foi buscar no mercado outro fornecedor externo para ter segurança no abastecimento.

Para ter segurança no abastecimento e afastar qualquer risco de faltar o oxigênio, a direção da Santa Casa já iniciou o processo de ampliação da capacidade de produção da usina, que pode chegar a 120 metros cúbicos por hora, mantendo também os 5 mil litros do backup e os 30 cilindros.

 

CIRURGIAS ELETIVAS

Há poucos dias o governo estadual suspendeu as cirurgias eletivas e uma das razões é a necessidade de garantir o abastecimento de determinados medicamentos, como os sedativos, já que a indústria farmacêutica não está conseguindo atender à demanda. Na Santa Casa de Araçatuba a situação não é diferente. Não há falta de medicamentos, mas como sabe que a reposição do estoque não é feita no volume desejado, foram adotadas algumas medidas.

De acordo com a Direção Técnica da Santa Casa, por dificuldade de atender a demanda nacional, a indústria farmacêutica está entregando apenas parte dos pedidos encaminhados semanalmente. “Não está faltando sedativos na Santa Casa, porém a utilização do medicamento está sendo utilizado exclusivamente para cirurgias e urgência e emergência, pacientes da UTI Respiratória (covid) e cirurgias de pacientes oncológicos”, informou a assessoria.

 


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