Antônio Crispim e Diego Fernandes – Araçatuba
Os moradores do bairro Engenheiro Taveira seguem sofrendo com as chuvas. Com a com constância das precipitações que vem ocorrendo desde o último final de semana, os problemas de locomoção no bairro araçatubense seguem atrapalhando a vida dos moradores.
As chuvas também interrompem o trabalho de drenagem contratado pela prefeitura para ser feito no local, o que acaba prolongando o sofrimento daqueles que vivem no bairro e precisam sair de casa para o trabalho.
“A Prefeitura deveria distribuir botas Sete Léguas aos moradores de Taveira para ver se conseguem andar pelo bairro”, disse uma moradora em tom de sarcasmo diante da indiferença com que o problema está sendo tratado. As obras das galerias e da pavimentação deveriam estar concluídas. O trabalho de macrodrenagem não tem prazo previsto e a pavimentação não começou.
O descontentamento é generalizado. Rosângela da Silva está com a casa comprometida e tem dificuldades para acessar o imóvel devido ao barro. Mas este problema está presente em diversos pontos da localidade. Com as chuvas, as ruas onde foram abertas valetas para implantação de galerias ficaram praticamente intransitáveis. Além disso, já foram registradas muitas quedas de pessoas. Há apreensão dos pais em relação às crianças.
Diante da gravidade do problema, Rosângela questiona a omissão de instituições que deveriam fiscalizar as obras e o cumprimento do contrato. Mas nada é feito. “Estamos sozinhos”, diz Rosângela.

Falta de planejamento
No início deste os moradores de Engenheiro Taveira, bairro de Araçatuba, comemoraram o anúncio e início das obras de macrodrenagem, com a construção de galerias de águas pluviais.
No dia 19 de maio, em festa com direito a muitos discursos, o prefeito Dilador Borges Damasceno anunciou o início da pavimentação. Os meses se passaram e a euforia do primeiro semestre deu lugar à decepção neste fim de ano.
As obras da galeria foram atrasadas e começou o período chuvoso. Moradores ficaram sem condições de chegar à residência, além de buracos e muita lama. De acordo com o portal da Transparência da Prefeitura, até o momento a Construtora Vilarinho, responsável pela execução da obra, já recebeu R$ 3.676.407,06, o que representa pouco mais de 62% do total empenhado, que é de 5.920.800,60.
Pelas características da obra, que exige escavações profundas, o correto seria concluir o trabalho, como previsto, antes do período chuvoso. Mas isso não ocorreu e agora os moradores sofrem as consequências e não se sabe quando a obra vai terminar.

Outros problemas
A chuva também causou transtornos no Distrito de Vicentinópolis, em Santo Antônio do Aracanguá. Na manhã desta quarta-feira (4), após as fortes chuvas da madrugada, moradores ficaram ilhados.
Um córrego transbordou e a estrada Fioraviante Bellini ficou completamente alagada, bem perto de uma usina que fica no local. O espaço serve de acesso dos moradores à Rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463).
O nível do córrego interditou a via nas primeiras horas da manhã, porém, baixou com a diminuição das chuvas até próximo da hora do almoço, sendo liberado para o tráfego.

Previsão
De acordo com o site Climatempo, a previsão é que as chuvas continuem em Araçatuba, Santo Antônio do Aracanguá, e região, pelo menos até sexta-feira (6).
Para esta quinta-feira (5), a previsão é de 13 milímetros de chuva, enquanto na sexta-feira (6) a previsão é de 6 milímetros. Em ambos os dias a máxima deve ficar em 29ºC.
Para sábado, dia 7, a previsão é de um dia de tempo firme, com temperatura máxima de 32ºC.

