Da Redação – Araçatuba
Foi preso na última quinta-feira (19) mais um suspeito de participar dos ataques às agências bancárias no centro de Araçatuba, ocorridos em agosto de 2021.
Um homem, de nacionalidade chilena, foi detido em Sorocaba (SP), sendo que, segundo a polícia ele é suspeito de pertencer a uma quadrilha que agia planejando e executando assaltos a bancos nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
O suspeito foi levado ao 2º Distrito Policial da Vila Gomes, bairro da zona norte sorocabana. A prisão foi executada pela equipe do Deinter-7, em ação conjunta com policiais de Florianópolis (SC), de acordo com informações divulgadas pela TV Tem de Sorocaba.
Ao todo, foram cinco mandados de prisão por roubo qualificado e homicídio cumpridos em três estados: Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.
O chileno seria integrante do grupo acusado de ações criminosas em várias cidades, sendo que além de Araçatuba, também participaram de mega-assaltos em Guarapuava (PR), em abril de 2022, onde assaltaram uma empresa de transporte de valores; e Timbó Grande (SC), onde assaltaram agências bancárias, em junho deste ano. Todas as ações foram semelhantes, diversos participantes, utilização de armamento pesado, e escolha de reféns. Em Araçatuba, por exemplo, a ação acabou em três mortes, sendo duas de civis.
As investigações continuam e o objetivo da polícia é prender mais membros da quadrilha.
Reportagem do UOL
O UOL publicou reportagem e documentário, no começo do mês de outubro, assinado pelos jornalistas Luís Adorno, Liel Marin e Marcelo Ferraz citando que o objetivo dos ladrões era levar R$ 400 milhões em joias (penhor da Caixa) e dinheiro (Banco do Brasil). Foram impedidos porque um atirador da PM, já aposentado, atirou em três assaltantes, dois morreram e um ferido no braço, está preso. Diante disso, os assaltantes decidiram fugir e abandonaram veículos. Investiram R$ 45 milhões na organização do roubo e levaram R$ 3 milhões.
O caso
No início da madrugada do dia 30 de agosto de 2021, a população de Araçatuba foi surpreendida com grandes explosões. A quadrilha, ao estilo “novo cangaço”, isolou o centro da cidade e tentou sitiar unidades da Polícia Militar, como o quartel do Comando de Policiamento do Interior 10, no Bairro Santana e o do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), no Umuarama. Além disso, minaram extensa região com a colocação de dezenas de bombas (explosivos), queimaram veículos e bloquearam a Rodovia Marechal Rondon.
Para impedir a chegada de equipes policiais no perímetro central da cidade, os bandidos usaram escudos humanos, até mesmo sobre carros. No entanto, a rápida ação policial frustrou a ação criminosa e levou discórdia entre os bandidos. Neste aspecto, foi fundamental a presença de um policial militar aposentado, que atirou em três bandidos. Com os comparsas feridos, parte da equipe decidiu que deveria ir embora, enquanto outra parte relutou. Em áudio postado em redes social à época, era audível a discussão dos bandidos mandando subir o drone para monitoramento da polícia e estabeleceram rota de fuga. Isso impediu a consumação do roubo no volume planejado pelos bandidos. Além disso, o sistema de segurança do Banco do Brasil, onde estava o maior volume de dinheiro (em espécie), destruiu as cédulas.
A investigação foi conduzida pela Polícia Federal, mas os trabalhos iniciais tiveram a participação da Polícia Civil e da Polícia Militar. Várias operações foram desenvolvidas nos meses seguintes, com cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão em várias cidades. Várias pessoas foram presas. No entanto, jamais foi divulgado o volume de dinheiro levado, tanto em espécie como em joias.

