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terça-feira, agosto 16, 2022

Casal de Penápolis terá bebê gerado de forma artificial em clínica  de reprodução

DIEGO FERNANDES – PENÁPOLIS

Após mais de 5 anos de persistência, o casal formado pela empresária Juliene Monreal dos Santos Sorroche e pelo funcionário público Raphael Sorroche Pereira Dantas finalmente será presenteado com o garoto Matheus, o primeiro filho do casal, nesta sexta-feira (8). 

Eles, que são moradores do bairro Jardim, em Penápolis, serão o primeiro casal da cidade a ter um filho através de FIV, procedimento de reprodução humana, realizado em uma clínica da própria cidade. O bebê deve nascer no período da manhã, ainda sem horário definido. 

A clínica, coordenada pela médica ginecologista Dra. Daniela Fink Hassan, é a única da região de Araçatuba a realizar o procedimento em toda a região, incluindo também a região de Andradina.

Em conversa com a reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, Juliene contou que chegou a sofrer dois abortos tentando ter filhos de forma natural, quando recebeu a orientação da médica para o processo. 

“Devido a segunda perca a Dra, Daniela, nos orientou sobre o procedimento de reprodução humana e foi em Janeiro de 2021 que decidimos iniciar, passamos por uma consulta também com a embriologista Karina Fattori que nos explicou como seria todo o procedimento. Realizamos toda bateria de exames necessários e descobrimos os motivos de nossas percas e dificuldades, foi aí que a Doutora iniciou o nosso tratamento para fazermos a coleta dos óvulos”, explicou Juliene.

Mas não foi tão fácil assim, segundo Juliene, o primeiro procedimento não deu certo, o que fez com que o casal tentasse novamente. 

“Até cheguei a pensar que realmente eu não teria o dom de ser mãe, e que realmente não teríamos filhos!! Fomos à clínica, onde nos foi passado os próximos passos. Mas decidimos aguardar alguns meses, pois o nosso psicológico estava literalmente abalado”, explicou Juliene, que disse que tentou novamente em agosto. “Só não consegue quem desiste, e essa palavra não existe em nossas vidas!! Dra. Daniela nos orientou, nos medicou com novo protocolo e mais uma vez saímos do consultório com uma sensação de a vitória estava a caminho! É assim foi, começamos novamente toda a preparo para a nova FIV. No dia 19/11/2021 realizamos o procedimento de transferência de dois embriões. Aguardamos os dias para realizarmos o novo beta e no dia 01/12/2021 recebemos o tão sonhado positivo, uma alegria, uma sensação inexplicável!! O tão desejado Matheus estava no forninho”, contou Juliene, que vai ter seu bebê nos braços pela primeira vez no dia de hoje.

Ela ainda conta que precisou se utilizar de muitos medicamentos e injeções durante a gravidez para que a gestação não fosse interrompida, mas graças ao processo artificial, seu filho se desenvolveu de forma saudável em seu útero. 

“Agradeço a Deus por nos presentear com esse milagre e também por toda a dedicação e atenção da Dra Daniela Fink e da embriologista Karina Fattori e toda equipe”, agradeceu.

Clínica

Aberto no final de 2020, o Centro de Reprodução Humana Wabib Hassan chega ao seu quarto bebê nesta sexta, sendo que Juliene e Raphael foi o primeiro casal que aceitou divulgar o processo.

Sobre este caso, a médica Daniela Fink afirma que uma obstrução nas trompas era a causadora dos problemas que Juliene teve em outras gestações.

“Na fertilização normal até o terceiro dia de vida, o bebê é formado na trompa. Ele só chega ao útero no quinto dia, então a gente cria o bebê até o quinto dia e o útero entende que é uma gestação normal”, afirmou. “A gente meio que tenta enganar o sistema reprodutor”, completou. 

A médica explica que o processo demora o mesmo tempo de uma gestação comum, apenas com alguns procedimentos médicos iniciais.

“Damos hormônios para ela, acompanha todo dia pelo ultrassom, aí leva para o centro cirúrgico, tira os óvulos por baixo, através de uma aspiração. Aí esses óvulos são entregues para a embriologista. Aí ela colhe o sêmen do marido, pega cada espermatozoide e injeta no óvulo. Todo o processo dura uns 18 dias”, explicou. “A embriologista faz o bebê no laboratório, temos a incubadora, aí injeta, no outro dia se deu certo a fertilização, aí a gente acompanha esse bebê até o quinto dia de vida. Ele tem cinco dias, aí ele vai crescendo dentro da incubadora”, seguiu. 

DESENVOLVIMENTO – Embriões ficam em uma incubadora antes de serem transferidos para o útero
Crédito: Divulgação

 

RESPONSÁVEL – Dra. Daniela Fink Hassan, especialista em reprodução humana, tem centro de reprodução em Penápolis.
Crédito: Divulgação

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