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segunda-feira, maio 23, 2022

CANDIDATO DEFENDE ‘MUDANÇA DAS PEÇAS’ ANTES DAS REGRAS DO JOGO

Apenas uma reeleição. Não utilização de fundo partidário. Dirigentes partidários impedidos de se candidatar a cargos eletivos. Estas são algumas das bandeiras defendidas em discurso pelo Partido Novo. Todas essas mudanças passam pelo que se chama de reforma política.

No entanto, o candidato ao Senado pela legenda no Estado, Diogo da Luz, acredita que as mudanças nas regras do jogo não ocorrerão se, antes, as “peças” não forem alteradas. Ontem, durante sua terceira visita a Araçatuba desde a pré-campanha e, segundo ele, provavelmente, a última até o pleito de 7 de outubro, o postulante defendeu que, primeiro, o eleitor “mude a casa”. Ou seja, não reeleger nomes que se identificam com a “velha política”.

“Com o atual Congresso, acho difícil levantar essa bandeira (da reforma política). O ideal é, antes de mais nada, é eleger um Congresso mais maduro, mais identificado com a socieade. E, daí, partir para uma discussão mais aprofundada sobre reforma política. Acho que a principal reforma que precisamos ter é a da transparência”, disse.

HISTÓRICO
Apesar de estar em uma legenda que participa de sua primeira eleição, Diogo volta, em 2018, a disputar uma eleição depois de 30 anos. Sua primeira participação ocorreu em 1988, quando concorreu a uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo pelo extinto PL (Partido Liberal). Ele se lembra que, na ocasião, faltaram apenas 10% dos votos necessários para se eleger. No ano seguinte, trabalhou na campanha do então candidato a presidente da República Guilherme Afif Domingos, também pelo PL.

Só que esse período, diz ele, encerrou-se de forma frustrante. Diogo conta que pessoas sem identificação com o partido ganharam espaço, levando-o a um desvirtuamento de ideais. Um desses exemplos, segundo ele, foi a entrada do deputado federal Valdemar da Costa Neto, condenado no esquema do Mensalão. “Decidi sair. Pensei, então, que não adianta ter boas ideias e não ter governança”, afirma. Porém, no “Novo”, ele afirma que há o ideal liberal de sua antiga legenda com a governança por Diogo apontada como necessária na política.

A identificação com seu partido atual é tanta que ele afirma até já ter deixado registrado que não terá a reeleição, caso triunfe na disputa deste ano. “Eu até teria esse direito, pelo estatuto do Novo. Como o tempo de senador é de oito anos, acho que oito anos é tempo suficiente para você se obrigar a reciclar”, avalia.

PATRIMÔNIO
No vácuo entre a candidatura a vereador no final dos anos 80 e o início de sua participação na formação do Partido Novo, por volta de 2010, Diogo diz que foi cuidar de suas atividade. Pai de três filhos, ele é piloto de aviação comercial e empresário rural. “Esse período foi bom porque deu para fazer uma poupancinha”, afirma.

Na eleição do Senado por São Paulo deste ano, Diogo é o candidato que detém o maior patrimônio dentre os 18 postulantes. Seus bens estão avaliados em R$ 15.670.855,37. “O que eu coloquei é a pura verdade. São dados apresentados em valores reais”, diz ele, ressaltando que, em mais de 40 anos de contribuição, nunca requereu sua aposentadoria privada. “Felizmente, eu consigo me manter”, diz o candidato, que tem 61 anos de idade.

Se eleito senador, ele diz que fará valer a política do Novo, colocando “o cidadão acima de tudo”. “Um partido liberal, como o Novo, é um partido cidadanista. Vamos defender que o dinheiro dos impostos fique no município, que é onde as pessoas vivem e onde se gera riqueza”, afirmou, ao criticar a distribuição dos recursos no País.

Da Redação

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