Da Redação – Araçatuba
Uma denúncia de possível prática de “rachadinha” contra o vereador Damião Brito (Rede) está tramitando na Câmara Municipal. A denúncia foi feita por uma ex-assessora parlamentar e o caso está com o Corregedor Parlamentar da Câmara, o vereador Luís Boatto (SD).
O Corregedor tem como missão analisar a denúncia feita e emitir um parecer, que pode ser pelo arquivamento ou pela continuidade do processo. Ele também deve levar a análise ao Conselho de Ética da Câmara, que é composto pelos vereadores Gilberto Batata Mantovani (PSD), Rodrigo Atayde (PRTB) e João Pedro Pugina (PL).
A assessoria que fez a denúncia deixou o cargo na semana passada, sendo substituída por outra profissional nesta semana. A denúncia foi feita via WhatsApp para o setor de Recursos Humanos da Câmara, desta forma, o caso chegou à Presidência da Câmara, que passou a questão Corregedor Parlamentar.
Caso a denúncia tenha prosseguimento, o Conselho de Ética terá que ouvir a ex-assessora e o vereador e analisar possíveis documentos ou provas. Após isso, caso o Conselho decida pela procedência da denúncia, o caso será levado ao Plenário para votação sobre absolvição ou punição do acusado. Existe possibilidade da cassação do mandato em caso de punição.
Outro lado
A reportagem do jornal O LIBERAL entrou em contato com o vereador Damião Brito, que afirmou, através de nota, que está “seguro da correção de seus atos em prol da comunidade”.
A nota também afirma que a ex-assessora foi exonerada por não ter se adaptado e ficou insatisfeita com a exoneração e diz ter sido vítima de vingança.
Segue a nota completa:
“Sobre os fatos noticiados na imprensa envolvendo o nome do vereador Damião Brito, afirmamos que o parlamentar está seguro da correção de seus atos em prol da comunidade de Araçatuba. O caso em questão envolve ex-assessora que trabalhou no gabinete do vereador por cerca de um mês, mas não se adaptou e, por isso, foi exonerada. Aparentemente, a servidora ficou insatisfeita com sua exoneração, o que é natural, mas tal insatisfação não pode motivar nem justificar denúncias vazias, sem nenhum indício de prova, simplesmente por vingança, para macular a imagem de quem a exonerou. Aliás, não houve sequer denúncia formalizada. O vereador Damião Brito está certo e confiante de que o caso será esclarecido e de que a verdade prevalecerá.”
Câmara
Já a Câmara Municipal se manifestou no final da tarde desta quinta, em comunicado assinado pela presidente Edna Flor (Podemos), informando que a denúncia foi recebida em um celular corporativo e que foi enviada pela ex-chefe de gabinete de Damião.
O comunicado afirma que a denúncia foi encaminhada à Corregedoria como determina o Código de Ética e Decoro Parlamentar.

