CAF aprova apoio de até US$ 3 milhões para relicitar Malha Oeste

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Dezenas de prefeitos de cidades cortadas pelos trilhos da Malha Oeste (de Bauru em São Paulo a Corumbá, em Mato Grosso do Sul) estão esperando a decisão do governo de relicitar a concessão de operação.  Aprovada na última reunião do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), a relicitação da ferrovia Malha Oeste receberá apoio técnico do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). A instituição financeira aprovou acordo de cooperação técnica no valor de até US$ 3 milhões.

O CAF contratará consultores do setor privado para realizarem estudos de viabilidade técnica, econômica, ambiental e jurídica. A instituição também oferecerá apoio técnico para elaborar o projeto em conjunto com a equipe do governo brasileiro.

O cronograma preliminar do projeto prevê a contratação dos consultores para a realização dos estudos ainda no primeiro semestre de 2021. A publicação do edital e o leilão da nova concessão, que serão feitos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), devem ocorrer no primeiro semestre de 2023.

Em outubro do ano passado, a Secretaria Especial do PPI do Ministério da Economia pediu ao CAF apoio técnico e financeiro para contratar consultores e elaborar os estudos para a licitação. O pedido foi feito após consultas ao Ministério da Infraestrutura e com subsídios da ANTT e da Empresa de Planejamento e Logística (EPL).

Com 1.973 quilômetros de extensão nos estados de São Paulo e de Mato Grosso do Sul, a Malha Oeste tem bitola (distância entre os trilhos) de um metro e atualmente é controlada pela Rumo. A empresa também detém as concessões das Malhas Paulista, Norte, Central e Sul.

Em julho do ano passado, a controladora da Malha Oeste pediu à ANTT a devolução da concessão e a realização de um novo leilão de licitação. Em nota, a Secretaria do PPI informou que a ferrovia está com a infraestrutura depreciada e com investimentos abaixo do necessário para a operação adequada do serviço. (Agência Brasil)

 

 

MODERNIZAR – Ferrovia precisa ser moderniza para voltar a operar de forma satisfatória

 

A centenária Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, hoje operada pela Rumo Logística, responsável pelo surgimento de dezenas de cidades e o desenvolvimento de parte do interior paulista e de Mato Grosso (hoje Mato Grosso do Sul), está com futuro incerto. A atual concessionária vai investir R$ 6 bilhões, mas na Malha Paulista e protocolou junto à ANTT decadente. Precisa ser modernizada para voltar a operar satisfatoriamente. Hoje, potenciais clientes usam outros modais para escoar a produção.

Construída no início do século passado, a ferrovia ligava Bauru (São Paulo) a Corumbá (MS) interligando com a ferrovia boliviana, chegando a Santa Cruz de La Sierra. A linha-tronco tinha 1.622 quilômetros. Tinha ramais, como de Campo Grande a Ponta Porã e de Corumbá ao porto de Ladário. Em 1957, a NOB foi incorporada pela Rede Ferroviária Federal, que no processo de desestatização, passou a ferrovia para a Novoeste. Em 2006, foi fundida juntamente com a Brasil Ferrovias à América Latina Logística, que em 2015 se fundiu à Rumo Logística, pertencente à Cosan, passando a ser Rumo-ALL.

A falta de investimento na modernização da ferrovia a levou a perder competitividade no mercado. Aos poucos, a ferrovia foi perdendo a importância e hoje é apenas uma sombra do que foi no passado.

 

FUTURO

Há muito tempo líderes políticos de São Paulo e Mato Grosso do Sul esperam a retomada dos investimentos no processo de modernização da Malha Oeste para que possa retomar a plenitude da operação. Hoje, grandes empresas instaladas em Três Lagoas, como as gigantes da celulose e outras do agronegócio, assim como usinas que produzem açúcar e etanol, pouco usam a ferrovia para escoar a produção. São clientes em potencial, mas como a malha está hoje é inviável economicamente.

Embora poucos admitam, o sonho dos líderes políticos era exatamente a retomada dos investimentos pela Rumo. No entanto, a decisão da empresa em devolver a concessão ao Governo Federal para concentrar investimentos e operações na Malha Paulista foi um banho de água fria na expectativa destes líderes políticos.

A Malha Oeste, que vai de Bauru a Corumbá, é muito importante até mesmo para o processo de integração do Mercosul e fortalecimento da Rota Bioceânica.

 

 

 


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