VOLUME - Apenas em janeiro, juntas, as maiores cidades da região criaram 1.079 empregos com carteira assinada AGENCIA BRASIL

Birigui puxa criação superior a mil postos de trabalho em um mês na região

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Os maiores municípios da região criaram, juntos, só em janeiro, 1.079 empregos com carteira assinada. Conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia, divulgados ontem, no primeiro mês de 2021, Araçatuba, Birigui, Andradina, Penápolis e Lins admitiram 4.653 trabalhadores e demitiram 3.574.

O bom resultado regional foi fortemente influenciado por Birigui. No período, o Polo Calçadista Infantil registrou saldo de 500 postos de trabalho, resultado da diferença entre 1.340 contratações e 840 desligamentos. O setor industrial foi o grande responsável por puxar o resultado positivo para a cidade, apresentando saldo de 449 postos de trabalho no mês.

Dos demais municípios avaliados, apenas Andradina demitiu mais do que contratou: saldo negativo de 27 empregos formais. A cidade que nos anos anteriores puxava o resultado positivo na região, desta vez, registrou 463 contratações e 490 demissões no mês. Apresentaram saldo positivo os segmentos da agropecuária e construção. Por outro lado, os setores que tiveram saldo negativo foram comércio, serviços e indústria.

Maior cidade da região, Araçatuba criou 315 empregos. O destaque está no fato de praticamente todos os setores terem fechado o primeiro mês do ano com resultado positivo, com exceção do segmento agropecuário. O ramo com melhor desempenho no município foi o de serviços: saldo de 169 postos de trabalho.

Penápolis e Lins totalizaram a criação de 225 e 66 vagas, respectivamente.

BRASIL

Para o economista Marco Aurélio Barbosa de Souza, especialista em estudos sobre economia local e regional, os resultados do começo do no acompanham o desempenho observado no Brasil. O país registrou nos primeiros 31 dias de 2021 saldo de 260.353 empregos, um resultado que, na avaliação do estudioso, é “bem expressivo e relevante para o primeiro mês do ano, em especial, em um contexto em que a economia nacional ainda enfrenta os reflexos negativos da crise provocada pela pandemia”. Ele ressalta que estudos sinalizavam, até o momento, para um primeiro trimestre (janeiro-março) de desaceleração econômica.

Entretanto, diz o economista, a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) divulgada pelo Banco Central nesta semana, somada aos dados do emprego, apontam que os “motores da economia” estão aquecidos e podem surpreender positivamente nos próximos meses.

No caso da região, o economista vê com otimismo a perspectiva das principais economias, que acompanham também o ciclo da conjuntura econômica brasileira, além de apresentar dinâmicas próprias relacionadas às suas respectivas estruturas produtivas. Para Barbosa, a perspectiva de alta do PIB para o ano superior a 3% poderá contribuir para o crescimento econômico regional. “Entretanto, ainda teremos um semestre de desafios, até a vacinação avançar e cerrar o processo de interrupção no funcionamento dos setores econômicos como é o caso hoje do Estado de São Paulo”, acredita o pesquisador.

“A interrupção das atividades impacta no funcionamento do sistema econômico, dificultando que as engrenagens do sistema se acelerem”, ressalta Barbosa, referindo-se ao atual momento, no qual todo o Estado foi colocado na fase roxa, resultando no fechamento de comércio e serviços não essenciais, como forma de conter o avanço do novo coronavírus, transmissor da Covid-19, doença que já matou quase 300 mil brasileiros em um ano.

 

Brasil teve o melhor desempenho para o mês na série histórica

O Brasil fechou o mês de janeiro de 2021 com um saldo de 260.353 empregos formais, segundo o Caged. O saldo é o melhor da série histórica para o mês de janeiro e resultado de 1.527.083 admissões e 1.266.730 desligamentos. O número também supera o registrado em dezembro de 2020, quando a geração de empregos ficou em 142.690 postos de trabalho.

Com isso, o estoque de empregos formais chegou a 39.623.321 vínculos, o que representa uma variação de 0,66% em relação ao estoque do mês anterior. De acordo com o ministério, a modernização trabalhista teve papel importante na geração de empregos de janeiro.

“Foram 15.600 admissões e 12.517 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 3.083 empregos, envolvendo 3.784 estabelecimentos contratantes. Um total de 201 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente”, informou a pasta.

O ministério apontou ainda que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda tem sido bem-sucedido em evitar demissões, “em um ano tão atípico de enfrentamento de uma grave pandemia”. O programa institui o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), pago a trabalhadores que tiveram o contrato de trabalho suspenso ou a jornada e o salário reduzidos. Agência Brasil

 

INFOGRÁFICO

 

POR CIDADE

 

Veja quantas contratações e demissões foram feitas nas maiores cidades da região em janeiro deste ano:

 

Municípios             Admissões      Demissões

 

Araçatuba             1.678            1.363

Andradina             463               490

Birigui                  1.340              840

Penápolis              557                332

Lins                       615                549

TOTAL                  4.653            3.574

 

SALDO                 1.079 empregos

 

Fonte: Ministério da Economia.

 

 

 

 


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