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terça-feira, agosto 9, 2022

Araçatuba tem quatro casos de leishmaniose em humanos neste ano

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Além dos casos de dengue, outra preocupação no município de Araçatuba ao longo deste primeiro semestre do ano tem sido os casos de leishmaniose visceral. 

De acordo com dados da saúde, a cidade já registra quatro casos da doença em humanos neste ano, o que é um número alto, levando em consideração que apenas cinco casos foram registrados em todo o ano passado.

Já no ano de 2020, nenhum caso foi constatado desta doença na cidade. 

A leishmaniose, que é uma doença que acomete principalmente os cães, pode chegar até os humanos em caso de picada do mosquito-palha, que introduz o protozoário Leishmania chagasi. 

A contaminação acontece após contato do mosquito com animais contaminados, o que pode levar a doença para as pessoas.

Os principais sintomas da doença são febre irregular de longa duração, falta de apetite, fraqueza e inchaço na barriga devido ao aumento do baço e do fígado.

Para evitar a contaminação, as pessoas que possuem cães em casa devem sempre examiná-los, já que esta doença pode não apresentar sintomas nestes animais por vários anos. 

A partir do momento em que apresentam sintomas, eles podem ser queda de pelos, lesões na pele, apatia, conjuntivite e crescimento anormal das unhas.

A doença não tem cura em cães, já nos humanos há tratamento médico garantido pelo SUS. Para evitar a contaminação dos animais de casa com a leishmaniose deve-se manter o quintal livre de material orgânico como fezes de animais, resto de madeira, colocando todo esse lixo em local fechado em embalado com saco plástico. 

A orientação do Centro de Controle de Zoonoses de Araçatuba é para que os moradores permitam a entrada de agentes de controle de endemias nas residências para a realização do exame de sangue nos cães e verificação do quintal.

Os sinais clínicos de leishmaniose são fáceis de identificar, como feridas que não cicatrizam, queda de pelos, emagrecimento, crescimento das unhas, são sinais clássicos de leishmaniose. 

 

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