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Araçatuba
segunda-feira, maio 16, 2022

Araçatuba tem quase 100% de crescimento na locação de imóveis no segundo mês do ano

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

A região de Araçatuba teve um crescimento de 99,6% na locação de imóveis no mês de fevereiro em relação a janeiro. 

As informações foram obtidas com exclusividade pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL junto ao CRECI-SP, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo.

Para o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, foram dois principais motivos que levaram a esse crescimento nas locações. O primeiro deles foi o retorno das aulas presenciais nas instituições de ensino superior de Araçatuba, o que fez crescer a locação de móveis por parte de estudantes de outras localidades.

“O aumento nas locações no mês de fevereiro é em razão do retorno das aulas presenciais, os alunos estão voltando e Araçatuba tem essa característica de abrigar muitas instituições de ensino superior e com isso os alunos retornando para o presencial aumentaram as locações”, justificou Viana Neto.

Já o segundo fator que causou o aumento de locações foi a estabilização do crescimento do IGP-M, o Índice Geral de Preços de Mercado, principal indexador de correção dos contratos anuais de alugueis residenciais. Houve alta de 1,83% no mês de fevereiro. A alta acumulada no ano até aqui é de 14,77%, menor do que a do ano passado, que nos primeiros meses do ano estava em 31,1%.

“A questão do IGP-M, que deixou de crescer tanto como vinha acontecendo em meses atrás, retoma um pouco da confiança das pessoas em assumirem contratos de locação”, completou.

Viana Neto elogiou o potencial imobiliário da região de Araçatuba.

“É um aumento expressivo, demonstra que a região tem um potencial muito forte”, completou. 

Vendas

Se houve aumento nos alugueis, não se pode dizer o mesmo das vendas. Houve uma queda registrada no último mês de fevereiro de 50,58% em relação ao mês de janeiro.

Segundo Viana Neto, o valor atual da taxa Selic, de 11,75% fez cair a venda de imóveis em diversas regiões e em Araçatuba não foi diferente. 

“A queda de venda de imóveis no mês de fevereiro se dá pelo fato dos constantes aumentos da taxa Selic, em que os bancos estavam repassando esses aumentos para as taxas de juros, com isso, evidente, muitas pessoas ficaram sem capacidade de comprovante de renda familiar para poder aprovar o seu financiamento. Qualquer ponto percentual que aumenta na taxa de juros traz uma dificuldade muito grande”, afirmou.

Apesar disso, o presidente do CRECI-SP prevê que o segundo semestre deve registrar uma alta do mercado imobiliário na região. Viana Neto se baseia na tendência de diminuição do desemprego para os próximos meses, com o fim dos impactos da pandemia.

“A expectativa para o ano de 2022, no segundo semestre, são muito boas. O número de carteiras assinadas vem aumentando, o desemprego diminuindo, as pessoas com condições de apresentar comprovante de renda familiar facilitam muito o financiamento imobiliário e o fechamento das locações”, projetou. 

Ele também acredita em uma maior concorrência de bancos privados com a Caixa Econômica Federal para estimular os negócios envolvendo imóveis.

“Os bancos estabilizaram em março as taxas de juros porque a Selic continuou aumentando e os bancos que captam esse dinheiro através da caderneta de poupança tem uma cota para cumprir no financiamento imobiliário. E se não cumprem são penalizados pelo Banco Central. Com isso, no mês passado, a Caixa Econômica Federal baixou em um ponto percentual suas taxas de juro. A nossa expectativa é que os bancos privados também baixem as taxas e haja uma disputa saudável para a sociedade”, concluiu José Augusto Viana Neto.

 

 

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