Chuvas, tempo úmido e temperatura não tão elevada. Esse é o cenário que vem acompanhando o primeiro mês de quase todos os anos desde o início do século. A pouco menos de uma semana para o final de janeiro deste ano, muitas pessoas já perceberam que o mês foi mais seco que o normal em Araçatuba.
De acordo com informações do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro) do estado de São Paulo, que reúne dados climáticos sobre as cidades paulistas, o mês de janeiro de 2019, em Araçatuba, contou, até o momento, com o volume de 12,2 milímetros de chuva, mesmo já tendo atingido, em anos anteriores, o mais de 700 milímetros no mesmo período. Além disso, o mês teve apenas três dias de chuva e seu dia mais quente atingiu a temperatura de 38,2º, com sensação térmica ainda maior.
Antes dessa margem, o ano cujo janeiro contou com menos umidade foi 2015, quando Araçatuba teve cinco dias chuvosos e 57 milímetros chuva. Já no primeiro mês dos anos de 2002, 2010, 2014, 2016, 2017 e 2018, a chuva superou os 200 milímetros.
Consequências
Além de aumentar o calor, o tempo seco implicou na diminuição do nível do rio Tietê. Com o rio mais baixo, é possível vez plantas antes cobertas pela água. Pescadores relatam o risco de choque contra troncos. Há preocupação, também, com a navegação e a geração de energia. No entanto, pelo menos por enquanto, estes serviços não estão comprometidos.
A pouca quantidade de chuva ainda propicia o aparecimento de doenças respiratórias, já que a baixa umidade do ar resseca as vias aéreas e facilita inflamações e infecções. De acordo com a pneumologista Naiara Nogueira, o tempo seco facilita até mesmo o desenvolvimento de amigdalite, faringite e outras doenças respiratórias.
A chuva é um elemento que, além de amenizar a sensação de calor, contribui para a reposição de águas nos rios e hidratação das vias aéreas, melhorando a respiração e diminuindo a chance de doenças do gênero.
COMPARAÇÃO
No período de 1 a 23 de janeiro de 2019 choveu apenas 12,2 milímetros. No mesmo período, em 2001, quando houve o apagão e houve necessidade de redução do consumo de energia, choveu 41,3 milímetros. Posteriormente, houve estiagem também em 2014, quando choveu 215 milímetros no período e também em 2015, quando choveu 57 milímetros. A navegação, nesta época, foi interrompida na região de Araçatuba.

Paula Santos
Araçatuba



