Diego Fernandes – Araçatuba
Os primeiros dados do Censo 2022 do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgados na última quarta-feira (28), além de apontar um crescimento populacional de cerca de 10% em Araçatuba em relação ao último Censo de 2010, fazendo a cidade ultrapassar 200 mil habitantes (200.124), também apontou um crescimento de mais de 40% nos domicílios registrados no município.
De acordo com as informações divulgadas, Araçatuba possui 93.668 domicílios, sendo que a variação relativa entre censos é de 40,48%. Os números apontam que o município tem uma média de 2,57 moradores por domicílio.
Dentre os domicílios elencados pelo Censo na cidade, são 93.556 particulares permanentes, sendo que 83,1% deles (ou 77.774) estão ocupados. Outros 12,6% (11.780) estão vagos, e o restante de 4,3% (4.002) não estão ocupados e são de uso ocasional. Além disso, são outros 49 domicílios improvisados e 63 coletivos.
Segundos os dados do Censo, o IBGE conseguiu entrevistar moradores de 99,68% dos domicílios particulares permanentes, sendo que apenas 249 não tiveram entrevista.
Entre os 63 domicílios coletivos, 29 não tinham moradores, o que corresponde a 46,03% do total. Os outros 34 tinham pessoas residentes.
Região
Em Birigui, os dados apontam um total de 54.269 domicílios, com um aumento de 36,04% entre os censos realizados. Destes, 54.231 são particulares permanentes, com 83,7% deles ocupados (45.368), outros 16,3% não ocupados (8.863). A média de moradores da cidade é de 2,63 pessoas por domicílio entre os ocupados. Por lá, o IBGE entrevistou 99,27% dos domicílios. São outros 12 domicílios improvisados e 26 coletivos, sendo que 19 deles não possuem morador.
O município de Andradina chegou a 25.224 municípios, com um crescimento de 23,08% entre os censos. São 25.186 particulares permanentes com 87% deles ocupados. A média é de 2,64 moradores por domicílio e 97,67% deles foram entrevistados. São outros 9 domicílios improvisados e 29 coletivos, com 19 desocupados.
Penápolis chegou a 27.750 domicílios, crescimento de 29,67% entre os censos. 27.712 são permanentes com 83,8% ocupados. A média de moradores é de 2,65 por domicílio. 99,98% das residências foram entrevistadas. São também 29 domicílios coletivos, só que com 12 desocupados.
Já em Guararapes, são 13.820 domicílios, um aumento de 23,23% entre os censos, 13.801 são particulares com 84,4% de ocupação. A média de moradores em cada um é de 2,66 e 98,68% foram visitados. Dos 14 domicílios coletivos da cidade, 11 estão desocupados.
Brasil
Em 2022, havia 90,7 milhões de domicílios no país, um aumento de 34% frente ao Censo 2010, quando existiam 67,5 milhões. Dos recenseados em 2022, 90,5 milhões eram domicílios particulares permanentes e 72,4 milhões estavam ocupados durante a operação censitária, um aumento de 26% no mesmo período. Os domicílios improvisados somaram 66 mil e os coletivos, 105 mil.
Esse aumento no total de domicílios do país está relacionado ao crescimento expressivo de duas categorias: os vagos e os de uso ocasional. Quando considerados os domicílios particulares permanentes não ocupados, em que há a soma dos dois tipos, o aumento foi de 80%, chegando a 18 milhões em 2022. Os domicílios particulares vagos aumentaram 87%, chegando a 11,4 milhões, enquanto os de uso ocasional cresceram 70% em 12 anos, totalizando 6,7 milhões. Os três municípios com maior percentual de domicílios vagos são nordestinos: São João do Jaguaribe, no Ceará (29,1%), Canavieira, no Piauí (28,1%) e Bom Sucesso, na Paraíba (27,2%).
“Os domicílios vagos são aqueles em que não há ninguém morando. Já os de uso ocasional são aqueles que são ocupados parte do tempo, como os de veraneio. De 2010 para cá, o aumento de domicílios ocupados foi maior, em números absolutos, mas em termos de proporção, os não ocupados tiveram um ganho maior no período”, afirma o gerente técnico do Censo, Luciano Duarte.
O número de domicílios aumentou em todos os estados e no Distrito Federal. São Paulo, que concentrava cerca de um quinto da população brasileira (21,8%), tinha 19,6 milhões de domicílios em 2022, o maior número entre os estados. Doze anos antes, havia 14,9 milhões. Em seguida vem Minas Gerais, o segundo estado mais populoso do país, com 9,6 milhões de domicílios. Entre os estados com menor número estão Roraima (211,9 mil), Amapá (251,9 mil) e Acre (319,3 mil) (Com informações do IBGE).

