DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA
Araçatuba registrou mais de 160 casos a mais de acidentes com escorpião nos primeiros oito meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo dados divulgados pela saúde do município, Araçatuba teve, até o último dia 26 de agosto, 873 casos de picadas de escorpião na cidade em 2022. Os números são mais expressivos do que os do ano passado, quando de janeiro a agosto, Araçatuba teve 712 casos. Foram 161 casos a mais neste ano, 22,6% de aumento.
No ano passado, os 12 meses terminaram com 1.295 acidentes escorpiônicos registrados, números mais baixos do que em 2020, quando houve 1.439 casos.
A média atual de casos por dia de picadas de escorpião está em 3,66 por dia. Houve acréscimo de casos em quase todos os meses em relação ao ano passado. Apenas em janeiro o número deste ano foi mais baixo. Em agosto, mesmo com dados consolidados até dia 26, faltando ainda cinco dias para o final do mês, eram 69 picadas, contra as 74 de todo o mês de agosto de 2021.
Além disso, neste ano, o mês de julho foi o que teve o maior número de casos, foram 162 durante todo o mês, aumento de 107% em relação ao mesmo mês do ano passado, o que acendeu o alerta das autoridades de saúde do município.
Não houve mortes nos três últimos anos na cidade, segundo dados da série histórica.
Os últimos casos de mortes registrados em Araçatuba foram em 2018, quando houve duas ocorrências fatais, uma em abril, de uma criança de 5 anos, e outra em novembro, de uma criança de 9 anos.
Crianças, donas de casa e pessoas que trabalham em construção civil e com manipulação de produtos hortifrutigranjeiros fazem parte do grupo de maior risco.
Em crianças, os casos costumam ser mais graves devido à relação entre o veneno inoculado pelo escorpião e baixo peso da criança. Quanto menor a criança, maior risco ela corre de evoluir para um caso mais grave ou fatal.
Cuidados
Segundo o Centro de Controle de Zoonoses de Araçatuba, o cuidado com os escorpiões deve ser redobrado durante todo o ano.
O escorpião prefere lugares e a temperatura seca, e por isso costuma deixar os ralos, que sempre ficam úmidos, para se esconder dentro das casas, em roupas, sapatos, e outros locais.
A utilização de telas nas janelas e ralos; observação cuidados dos sapatos antes de calçá-los ou das roupas antes de vesti-las; e o batimento de roupas de cama; além do recolhimento de entulhos, são algumas das medidas mais eficientes para evitar a surpresa de um ataque do pequeno animal.



