CRIME - Furto de energia pode dar até quatro anos de prisão, de acordo com o Código Penal

Araçatuba registra queda significativa de casos de “gatos” de energia no primeiro semestre

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Araçatuba teve uma queda de 60,9% no número de fraudes e furtos de energia elétrica ao longo do primeiro semestre de 2021 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Também foram observadas quedas em cidades da região como Birigui, Penápolis, Guararapes e Santo Antônio do Aracanguá.

 

Os dados foram divulgados nesta semana pela CPFL Paulista, empresa concessionária do serviço de energia elétrica em Araçatuba e em outras cidades da região. A empresa divulgou que, apenas no primeiro semestre, foram identificados 158 casos de furto de energia elétrica em Araçatuba, número bem abaixo dos 404 casos nos primeiros seis meses de 2020.

 

De acordo com o consultor de negócios da CPFL Paulista, Kléber Almeida Araújo, a baixa tem a ver com a intensificação do serviço de inspeção feito pela empresa, com apoio da tecnologia, de denúncias anônimas e da polícia. Somente no primeiro semestre deste ano, foram 13.975 gatos de energia que foram regularizados pela concessionária em todas as cidades da sua área de atuação.

 

“A CPFL investe em inteligência artificial e em novos sistemas como geração de alarmes para direcionamento de inspeções que resultam em uma maior eficiência do trabalho desenvolvido pela nossa diretoria. Temos nossos processos de monitoramento e análise. Deste modo, a companhia consegue preventivamente identificar possíveis variações no consumo de energia dos consumidores. Temos trabalhado em conjunto com os órgãos policiais para coibir a prática de fraudes e furtos”, explicou o consultor de negócios da CPFL. 

 

Segundo Kléber Araújo, outros tipos de ações também evitam a reincidência de casos e o monitoramento à distância, que de acordo com ele aumenta a produtividade da fiscalização aos gatos de energia. 

 

“Essas ações aliadas aos diversos projetos de blindagem de rede, de medição implementados pela companhia como projeto de caixa blindada e autuação de consumidores clandestinos permite diminuir a necessidade de inspeções in loco. A tecnologia de monitoramento contínuo e à distância permite que a distribuidora aumente a produtividade das equipes e intensifique suas iniciativas contra o crime, evitando a reincidência de furtos”, completou.

 

Outras cidades

 

Em outras cidades da região também foram registradas quedas nos gatos de energia. Houve queda de 48,7% dos casos em Birigui. No primeiro semestre de 2021 foram 78 identificações de furtos, contra 152 registrados em igual período de 2020. A queda em Penápolis foi ainda mais significativa, de 58,1%, com 13 casos registrados nos primeiros seis meses deste ano, contra 31 registrados no mesmo período do ano passado.

 

Os municípios atendidos pela CPFL que tiveram o maior número de fraudes verificadas no primeiro semestre foram Campinas (3.386), Ribeirão Preto (2.267) e Piracicaba (791). 

 

Ao mesmo tempo, o número de inspeções feitas foi intensificado em alguns municípios, como em Araçatuba, onde foram feitas 3.522 inspeções contra 2.952 no ano passado; e em Guararapes, onde foram 218 verificações contra 85 de 2020. Em outros, também houve queda na inspeção, como em Birigui, que teve 1.613 verificações em 2021 e 3.283 no ano passado.

 

Denúncia

 

De acordo com Kléber Araújo, consultor de negócios da CPFL, é possível que moradores façam denúncias de forma anônima para ajudar no combate às irregularidades em ligações de energia elétrica. 

 

“Todos os clientes da CPFL paulista podem contribuir de forma sigilosa. É só entrar no aplicativo da CPFL Energia, disponível para todas as plataformas de dispositivos móveis. Ou pelo site, cpfl.com/fraude. Ou pelo e-mail denunciafraude@cpfl.com.br”, explicou. 

 

De acordo com a empresa, apenas nos meses de abril, maio e junho, foram feitas 13.474 inspeções oriundas de denúncias realizadas por clientes em todo o estado. 

 

Fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal com penas que podem chegar a até quatro anos de prisão. Além disso, a pessoa que for flagrada cometendo a irregularidade terá cobrados os valores retroativos referentes ao período em que deixou de pagar pelo fornecimento. 

 

As irregularidades também podem deixar a conta de luz mais cara para todos os consumidores, já que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) reconhece a ação como uma “perda comercial”, e este valor é revertido à empresa. 

 

Outra consequência das fraudes e furtos é a piora na qualidade do serviço de distribuição de energia, uma vez que as ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas.

 

 

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