A diminuição dos casos de covid-19 e o fim do período de restrições da pandemia fez com que muitas pessoas descuidassem de alguns dos cuidados relacionados à prevenção da doença, como por exemplo a higienização das mãos com álcool em gel ou com água e sabão.
Este tipo de prática, além de ajudar na prevenção do coronavírus e de suas novas variantes, também é importante para diversas questões relacionadas à saúde, como por exemplo, a prevenção a outras doenças de fácil contágio, como a conjuntivite.
Dados do município apontam um aumento considerável nos casos desta doença que atinge os olhos neste ano de 2022 em comparação com o ano passado.
Segundo a vigilância epidemiológica do município, de janeiro até os primeiros dias do mês de novembro, Araçatuba registrou 933 casos de conjuntivite. Mesmo faltando mais de um mês e meio para o final do ano, este número já supera em mais de 59% os dados do ano passado, quando 585 pessoas tiveram a doença na cidade.
Houve também um crescimento de casos no mês de outubro, o último já fechado. Somente nos 31 dias do último mês foram 231 casos, aumento de 65% em relação aos 140 casos de setembro.
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. O tempo dela dura de uma a duas semanas e geralmente atinge os dois olhos. A conjuntivite pode ser causada por reações alérgicas, por vírus e bactérias, sendo que, principalmente nos dois últimos casos, ela se torna uma doença altamente contagiosa.
Os sintomas principais são Olhos vermelhos e lacrimejantes; pálpebras inchadas; sensação de areia ou de ciscos nos olhos; secreção purulenta; secreção esbranquiçada; coceira; fotofobia; visão borrada; e pálpebras grudadas quando a pessoa acorda.
As principais formas de prevenção da conjuntivite são evitar coçar os olhos, utilizar toalhas de papel para enxugar o rosto, trocar diariamente as fronhas dos travesseiros, não compartilhar o uso de esponjas e toalhas, e manter a higienização das mãos, como explica o médico oftalmologista André Marçon.
“Durante a pandemia de covid a gente adotou algumas medidas como limpeza das mãos, uso de álcool em gel, que diretamente acaba prevenindo a infecção pela conjuntivite, porque ela tem uma transmissão direta. Se eu pego em um corrimão de escada que uma pessoa com conjuntivite relou ali e estava com a mão suja do olho e eu relo no meu olho, eu vou desenvolver conjuntivite”, afirmou.
O tratamento da conjuntivite é determinado pelo agente causador da doença. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Já, o tratamento da conjuntivite bacteriana inclui a indicação de colírios antibióticos, que devem ser prescritos por um médico, já que alguns colírios são altamente contraindicados, porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.
Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença. Durante o tratamento, é fundamental lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico comprado em farmácias ou distribuído nos postos de saúde.



