23.6 C
Araçatuba
sábado, maio 21, 2022

Após seis meses do mega-assalto, clientes Caixa reclamam da falta de informações

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A madrugada do dia 30 de agosto de 2021 ficou gravada na história de Araçatuba como uma das mais violentas. Uma quadrilha com dezenas de integrantes invadiu a área central da cidade e tentou sitiar a polícia. O alvo eram agências bancárias, especialmente a agência do Banco do Brasil, com unidade de abastecimento da região e a Caixa Econômica Federal, que teve a área frontal destruída pelos explosivos. Embora não confirmado oficialmente, os assaltantes levaram dinheiro e joias. Clientes que têm contratos de penhor de joias falam em descaso, falta de informação e de transparência. Em fevereiro a reportagem encaminhou pedido de informação à assessoria da Caixa. “A CAIXA esclarece que informações sobre eventos criminosos em suas unidades são repassadas exclusivamente às autoridades policiais e ratifica que coopera integralmente com as investigações dos órgãos competentes”, respondeu a instituição por meio de nota.

Desde o ano passado a reportagem vem recebendo reclamações de clientes que não conseguem informações claras cobre o ocorrido. Citam um verdadeiro “jogo de empurra-empurra”. Em novembro do ano passado um cliente procurou a reportagem depois de procurar, sem sucesso, informações junto ao setor de penhor da agência de Araçatuba. Já em fevereiro deste ano mais duas pessoas procuraram a redação e em março mais uma. As situações e reclamações são diferentes. Mas todos relatam “descaso” com a situação.

Uma das pessoas que procuraram a redação disse que recorreu até mesmo à ouvidoria da Caixa, mas era orientada a procurar a responsável pelo setor de penhor. Porém, segundo a cliente, a funcionária não tem autonomia para decisões. Foram inúmeras tentativas até que conseguiu falar com o gerente. Mas não houve solução. A cliente relatou que tem lotes no penhor e que a Caixa propôs valor de ressarcimento de apenas 15% do valor de suas joias. Além disso, ficaria com apenas uma parte – menos de 10% do que entende ser o valor, já que seria descontado o empréstimo. A mulher disse que a Caixa oferece por todos os lotes aproximadamente 70% do que valor apenas uma joia. Diante do impasse e do “descaso” da Caixa, a mulher disse que já constituiu advogado para recorrer à justiça.

Outra cliente, com contratos menores, disse que não consegue qualquer tipo de informação. “Quando telefonamos e falamos queremos falar com a responsável pelo penhor, nem passam a ligação. Afirmam que a Caixa vai entrar em contato. Mas nada. Completo silêncio”, disse a cliente.

 “A CAIXA Informa que a Agência Araçatuba está com atendimento de Penhor normalizado para as renovações de contratos e retirada dos bens. Novas contratações estão suspensas temporariamente. Como previsto na lei do sigilo bancário, informações sobre operações financeiras são passadas exclusivamente aos clientes”, informou a assessoria da Caixa, acrescentando que “para esclarecimentos e orientações aos clientes, a CAIXA solicita o comparecimento à unidade, localizada na Praça Rui Barbosa, 300, no horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h”.

Isso, no entanto, não condiz com a realidade. As pessoas procuram a Caixa, mas não informações. “Fiquei sabendo que joias tinham sido levadas pela imprensa. A Caixa não nos comunicou”, concluiu outro cliente.

 

Ultimas Noticias