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Araçatuba
quarta-feira, maio 18, 2022

Após novo atraso, Central de Polícia Judiciária deverá operar em dezembro deste ano

VITOR MORETTI – ARAÇATUBA

Após dois anos de atraso e uma obra marcada por problemas estruturais e jurídicos, a nova previsão de entrega do novo prédio da CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Araçatuba é até a segunda dezena de dezembro deste ano. Essa é a previsão trabalhada pelo delegado assistente da Seccional do município, Marcelo Curi.
Em entrevista ao jornal O LIBERAL REGIONAL, por telefone, na tarde de ontem (25), ele afirmou que a expectativa é a de que nesta data já ocorra a mudança para as novas instalações, que irão abrigar a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), o plantão e distritos policiais, além do Necrim (Núcleo Especial Criminal).
“Estamos na reta final da construção. Neste momento, a empresa responsável pelas obras está finalizando a cobertura da garagem”, disse.
Após a finalização, a previsão é a de que até o dia 10 de novembro, a Polícia Civil tenha o recebimento provisório da obra. Será nessa etapa que engenheiros farão uma vistoria completa em toda a área para fazer apontamentos e melhorias, caso haja a necessidade. Depois, a empresa tem um novo prazo para realizar as alterações e aí sim fazer a entrega definitiva.
É a reta final. Já fizemos o pedido dos móveis e das cortinas e também estamos aguardando a chegada dos produtos para as instalações começarem. Acredito que até a segunda quinzena de dezembro, no mais tardar início de 2019, estaremos já no novo endereço”, complementou o delegado.

ATRASOS
Conforme noticiado por este jornal em abril, a previsão de entrega da CPJ era até o fim de agosto de 2018, mas pela segunda vez, houve atraso. Segundo Marcelo Curi, diversos fatores técnicos prejudicaram o andamento e a finalização.
“Além disso, a chuva e a greve dos caminhoneiros contribuíram para que isso ocorresse, porque tivemos atrasos nos recebimentos de materiais. Os ferros, por exemplo, que foram colocados no compartimento onde fica a caixa d’ agua e no estacionamento tiveram um atraso de 45 dias após a paralisação”, explicou.
Antes disso, já havia outro atraso de um ano, porque durante a execução das obras, a Seccional descobriu uma sucessão de erros de cálculos no projeto. A empresa SBR-11, com sede em São Paulo, teria apresentado uma série de erros técnicos nos cálculos estruturais do projeto. Os problemas só foram descobertos quando a construtora, que executa diretamente os serviços de levantamento estrutural e reforma, percebeu que os números não batiam. Por conta dos fatos, a Seccional entrou com um processo contra a empresa.
Após a constatação das falhas, a CPOS (Companhia Paulista de Obras e Serviços), empresa de economia mista que presta serviços de engenharia a diversas entidades do Estado, tanto da administração direta quanto da indireta, analisou os questionamentos apontados, constatou os problemas e passou a questão a um corpo técnico. A partir de então, a empresa acompanhou todo o processo de conclusão do projeto e início das obras.

INSTALAÇÃO
O padrão arquitetônico do prédio – construído na década de 1950 e que abrigou o primeiro Fórum Estadual da cidade e a Delegacia Seccional – será preservado. Toda parte elétrica e hidráulica foi substituída.
No total, toda a construção terá 2.991,27 m². A CPJ, que já funciona em cidades como Marília, vai centralizar em um único local serviços policiais e atendimento à população.
O novo espaço terá salas especiais para investigação, atendimento mais humanizado e individualizado para as pessoas que queiram fazer o registro de boletins de ocorrência, biblioteca, área de inteligência da polícia, cartórios das áreas administrativas, auditório e elevador com plataforma elevatória para deficientes.

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