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Apesar da crise, financiamento imobiliário cresce 14% em um ano

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Arnon Gomes – Birigui

O financiamento imobiliário cresceu 14,01% no comparativo de maio de 2019 com o mesmo mês deste ano, em Birigui. A constatação aparece em estudo recém-elaborado pelo economista Marco Aurélio Barbosa de Souza, professor da FAC-FEA (Faculdade da Fundação Educacional Araçatuba). Conforme o levantamento, os valores financiados aumentaram de R$ 591.523.959,00 para R$ 674.403.617,00, acréscimo nominal superior a R$ 82 milhões.

“O financiamento imobiliário é importante em virtude dos efeitos multiplicadores e de encadeamento positivo no sistema produtivo municipal”, explica Souza. Para ele, o crescimento imobiliário está relacionado à expansão demográfica da cidade e às características de sua economia. “Nossa base produtiva diversificada e a presença de um segmento industrial intensivo em trabalho potencializam a geração de empregos tornando-se um atrativo para novos moradores”, destaca o docente, pesquisador de economia local e região.

SISTEMA FINANCEIRO

Os dados referentes ao setor de imóveis fazem parte de pesquisa em andamento que analisa a movimentação do sistema financeiro municipal, o que, segundo Souza, é uma espécie de “termômetro” do dinamismo da economia local.

Segundo o professor, os resultados parciais do levantamento realizado nas bases de dados do Banco Central chamaram atenção pelo crescimento, em um contexto de crise econômica, de algumas importantes movimentações bancárias, com destaque, para o financiamento imobiliário e depósitos a prazo, operações de crédito e depósitos de poupança.

“Dessa forma, os dados são evidências de que apesar da grave crise econômica provocada pela pandemia (Covid-19) que impactou a economia brasileira trazendo reflexos aos municípios, a economia biriguiense apresenta uma boa capacidade de resiliência”, analisa o estudioso.

Em relação à participação dos bancos, os destaques foram para a Caixa Econômica Federal que financiou R$ 512.279.425,00 (76% do total). Em segundo lugar está o Banco do Brasil com R$ 162.124.192,00 (24%).

Em relação a movimentação de operações de crédito a pesquisa constatou crescimento de 1,34% entre maio de 2020 e o mesmo mês do ano passado, fazendo com que as operações de crédito ampliassem de R$ 1.245.234.187,00 para R$ 1.261.979.769,00, aumento nominal de mais de R$ 16 milhões de reais.

Já os depósitos a prazo aumentaram de R$ 523.915.598,00 para R$ 614.864.799,00, crescimento de 17,36%.

Destacou-se também o crescimento de 12,45% nos depósitos de poupança que aumentaram de R$ 535.280.567,00 para R$ 601.896.689,00, acréscimo nominal de R$ 66.616.119,00.

Historicamente a movimentação bancária traz reflexos para a economia real. Dessa forma, os dados captados para o mês de maio podem ser evidências do início de uma trajetória de recuperação econômica, que é favorecida pelas características da economia biriguiense, pela capacidade de articulação dos agentes econômicos e do ecossistema empreendedor sob a liderança do governo municipal através da implantação de políticas públicas de desenvolvimento local, como no exemplo do Praebi (Plano de Retomada das Atividades Econômicas de Birigui), lançado no período de pandemia para enfrentar a crise.


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