Home Cidades Araçatuba A teimosia de um prefeito que marginaliza quem gera emprego e renda

A teimosia de um prefeito que marginaliza quem gera emprego e renda

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Marginalizaram os comerciantes de Araçatuba por conta do coronavírus. Não vamos aqui diminuir um problema tão sério de saúde que tem vitimado tantas pessoas pelo mundo, para defender uma radicalização na abertura de estabelecimentos. Vamos juntos buscar uma reflexão sobre os perigos que todos nós corremos, sem paixões políticas ou ideológicas.

Bastou uma volta pelo centro de Araçatuba, na manhã deste sábado (18), para que nossa equipe de reportagem enxergasse que a situação vivida por quem tem algum tipo de estabelecimento comercial na cidade é para lá de preocupante. Lojas com portas entreabertas, camelódromo com boxistas atendendo meio que às escondidas, unidades de grandes redes comerciais recebendo pessoas como se estivessem fazendo algo de muito errado. Cometendo crimes.

Não, ninguém nem nenhum dos comerciantes que passaram a manhã deste sábado tentando salvar o sustento do fim de semana da própria família e, principalmente, dos funcionários que ainda mantêm sob contratos trabalhistas cometeu crime algum. O máximo que o fez foi enfrentar uma política de isolamento social que está, sim, preservando vidas, mais ao mesmo tempo matando empregos, empresas e se por muito perdurar também matará pessoas.

É certo que o combate ao coronavírus precisa ser praticado com veemência. No entanto, em se tratando de Araçatuba e demais cidades da região, pelos registros formais de vítimas da Covid-19, o que enxergamos é uma falta mais incisiva de ação do Poder Público. Estamos vendo, em muitos dos municípios do nosso Noroeste Paulista, prefeitos submissos às regras adotadas pelo governo do Estado e pela Prefeitura de São Paulo – cidade epicentro do coronavírus no Brasil – que estão sendo espelhadas pelo interior afora sem ao menos se colocar em discussão a sobrevivência comercial de quem gera empregos, de quem alimenta famílias.

Falando especificamente de Araçatuba, é lamentável vermos um prefeito enclausurado em seu gabinete, posando para fotos espalhadas em redes sociais trajando máscara, porém sem botar a cara nas ruas para dialogar – nem que respeitando o sugerido um metro e meio de distância de outras pessoas – e buscar soluções suplicadas de forma agonizante pelos tão marginalizados comerciantes locais. É mais cômodo ficar no paço, com televisores espalhados em vários pontos, para mostrar seus feitos.

Não estamos defendendo a abertura escancarada das porteiras comerciais do município. Estamos aqui sugerindo que os locais tenham mais diálogo com as representações de classe e que assumam posições que possam amenizar ao menos parte do sofrimento dos comerciantes.

 

Araçatuba é uma cidade que vive basicamente do seu comércio. Temos sim por aqui pequenos distritos industriais e algumas escassas empresas de grande porte que geram empregos, mas que também estão sofrendo. E sim, também à espera de um posicionamento mais humanista e menos eleitoreiro que o adotado pelos atuais gestores.

 

Com o passar dos dias e com o contar das horas, minutos e segundos de portas fechadas, os comerciantes de Araçatuba enxergam cada vez mais que o prefeito Dilador Borges (PSDB) tenta imitar de forma um tanto quanto empobrecida seu colega de partido João Doria,

governador do Estado que, por sua vez, briga com o presidente da República de olho nas eleições de 2022.

 

A situação administrativa em Araçatuba, faltando poucos meses para as eleições municipais, é preocupante e caminha para ser um desastre para os políticos que estão no exercício de mandato se nada que proteja a população também pelo lado econômico for feito com a máxima urgência.

 

Dilador Borges prefere não enxergar o que acontece debaixo do próprio nariz. Nem o que tem sido feito por administradores de outros municípios, que estão viabilizando a abertura de comércios com regras para o atendimento de clientes, venda de produtos, contato com pessoas.

Com três anos e três meses de administração nas costas, o tucano parece não ter aprendido com seus próprios erros. E eles não são, não foram e não serão poucos até o final de seu mandato. A forma tirana como tem tocado a situação de quem gera emprego na cidade vai lhe tirar votos preciosos no pleito de outubro. Isso é fato. É o preço que acabará pagando pelas consequências da própria surdez, cegueira e teimosia.


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