A INTERNET A SERVIÇO DA PESQUISA ESCOLAR.

 

*Prof. Dr. Valmor Bolan

Temos cada vez mais uma maior circulação de informações e um maior acesso a dados, em todas as áreas do conhecimento humano. Muito mais pessoas se beneficiam disso, principalmente pelos meios propiciados pela internet, pelos sites de buscas, etc. Tudo isso vem permitindo a produção de mais estudos especializados e favorece uma melhora significativa em pesquisas, especialmente na comunidade acadêmica. Os estudantes também encontraram mais meios de elaborarem os seus trabalhos de pesquisas, compreendendo todos os alunos, do Fundamental ao ensino superior. Como lembram Ursula Blattmann e Ana Maria Delazari Tristão, “O estudante necessita preocupar-se com o destino do trabalho científico, as características do documento científico relacionadas com sua utilização, as diferentes modalidades de um documento científico, como redigir o texto de artigo para publicação, a preparação de um original para publicação, observar as referências bibliográficas padronizadas, a aprovação do manuscrito para publicação, a orientação e correção das provas tipográficas, apresentação oral de trabalhos científicos”. E ressaltam que “entre os aspectos favoráveis sobre o uso da Internet encontra-se a flexibilidade que oferece ao pesquisador. As oportunidades em obter documentos na íntegra (hipertextos), participar de listas de discussões e acessar bases de dados online com maior comodidade e flexibilidade, ou seja, ganhar tempo, isto é, pode pesquisar em horários e espaços mais convenientes, como em casa, na biblioteca, ou na instituição onde trabalha”. Esses aspectos possibilitaram muitos mais recursos e um maior número de pessoas podendo aprofundar seus estudos e fazer pesquisas, não apenas no âmbito acadêmico, mas também pessoal.
O uso da internet também requer capacidade de discernimento, pois não apenas há uma profusão de informações em circulação, mas muita desinformação. Por isso é preciso prestar atenção às fontes, checando a procedência dos dados. Como explica Marco Aurélio de Oliveira Rocha, “fake news (notícias falsas) consistem na disseminação deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio e, especialmente, internet (sites e redes sociais). Este tipo de notícia é escrito e publicado com a intenção propositada de enganar ou ludibriar, muitas vezes com manchetes sensacionalistas, exageradas ou evidentemente falsas”. Tais desinformações procuram influenciar as pessoas, muitas vezes, levando-as a tomadas de decisões baseadas em falsas informações. E acrescenta que “a desonestidade intelectual e as fake news andam juntas, de mãos dadas”, daí a importância de verificarmos realmente os links dos conteúdos recebidos (muitas vezes pelo Whatsapp), para saber se a informação é correta. Quando assim procedemos, as nossas pesquisas passam a ter credibilidade. Temos então que utilizar a internet com responsabilidade, atentos às bibliografias, para que a leitura e a produção intelectual seja honesta e contribua para o nosso aprendizado.
A internet tornou-se uma formidável ferramenta de pesquisa: muitos pdfs de livros, documentários, monografias, etc., estão disponíveis. O Google tradutor ajuda muito também para rapidamente obtermos acesso a documentos de autores estrangeiros. Os pais e professores devem estimular os alunos à pesquisa, desde cedo, orientando-os para o bom aproveitamento dos recursos existentes. Há excelentes sites de assuntos especializados, que permitem pesquisar assuntos de toda natureza, com diversas abordagens. Cada vez mais vai se consolidando a exigência técnica das publicações, com objetividade. Desse modo, o conhecimento vai chegando a mais pessoas e efetivamente se democratizando. Assim, vamos vendo contribuições de todas as partes do mundo, de pessoas de todas as idades e estratos sociais. Nesse sentido, a internet cumpre com uma importante função social: ampliar o acesso à informação e à interação, para que mais pessoas participem no processo de pesquisa e elaboração do conhecimento.

 

Valmor Bolan é Doutor em Sociologia. Professor da Unisa. Ex-reitor e Dirigente (hoje membro honorário) do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras. Pós-graduado (em Gestão Universitária pela OUI-Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal-Canadá.

 

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