PEDRO CÉSAR ALVES
Creio eu que, se você pensar como poucos pensam, você terá a capacidade de ser grande – e ser grande é ser capaz de realizar sonhos incríveis! Parece um pouco estranho, mas somos um pouco atrasados ao que o Universo nos propõe (ou, entendendo melhor: menos de um por cento tem realmente vontade de estudar os mistérios que nos cercam).
Seria interessante pensar que pouco a pouco o Homem pode ter muito conhecimento – e com uma velocidade que não tem tamanho (se comparado há três décadas). Hoje, na palma da mão temos dois caminhos: conhecimento e perdição. E é interessante quando se pensa que ‘perdemos nossos filhos nos atuais dias dentro de nossa casa, em seus respectivos quartos’.
E não é mentira. Quando ouvi a citação acima fiquei muito a pensar. Muitos pais, quando podem, capacitam / presenteiam os filhos com um celular, mas não acompanham o que os filhos fazem a partir do presente que fora dado. Antes de aprofundar um pouco no assunto, lembro-me de uma cena de um filme (não lembro o nome do filme) que a senhora, mãe de dois filhos, começa a trabalhar na casa de um cidadão e na biblioteca questiona o dono da casa se já havia lido todos aqueles livros e ele diz que quase todos… E ela para, pensa e ao retornar para casa faz os filhos desligarem a TV e começarem a estudar, os filhos reclamam, mas ela argumenta que se estudarem as pessoas em breve os veriam na TV – e os transforma. Ou seja, atitude!
Às vezes, falamos com os nossos filhos e continuam na mesma (falo nossos filhos, embora não tenha mais nenhum em idade de adolescência – todos formados e vivendo as suas vidas). Há necessidade de atitude! Às vezes, como sempre comento na escola – precisa-se estabelecer uma ‘moeda de troca’ – e até mesmo imposição para se mostrar o necessário.
Eu, assim como muitos outros, já consigo administrar o meu tempo entre o celular e o trabalho, entre o celular e o estudo, entre o celular e a igreja, e a família – mas se descuidarmos, com toda certeza, essa maquininha viciante nos dominará. E, retomando o assunto – o ser humano ser grande (em obras), o que será que nos leva a pensar que precisamos ser grandes? Ou, qual a necessidade de sermos grandes?
Como seres humanos que somos – únicos pensantes e que usamos a linguagem para nos expressar – cabe-nos o dever de correr atrás do conhecimento. Cabe-nos o dever de buscar conhecimento para atingir um grau maior: e tudo está presente no Universo, na Lei do Universo – Lei Universal! Fomos criados à imagem e semelhança do Todo-Poderoso, do Criador de tudo, então, por que não sermos ou termos uma inteligência magnífica?
Creio eu que a resposta é uma só: não aplicamos no desenvolvimento do nosso cérebro; não aplicamos no desenvolvimento do conhecimento. E é fato! Poucos conseguem – mas se poucos conseguem há uma lógica: há possibilidade de conseguir, logo, faz-se necessário aplicação sobre aquele assunto, o que a maioria não quer – principalmente os mais jovens (que querem tudo facilmente). Esquecem que houve a necessidade de alguém se debruçar sobre o assunto e esmiuçá-lo para termos o que temos hoje. E vão perdendo tempo com ‘coisinhas’ que não acrescentam nada.
Logo, para se ter e ser capaz de realizar coisas grandes, faz-se necessário o querer. E querendo, tudo se realiza – basta fazer cada um a sua parte (porque não acontece do nada). Antes de qualquer coisa há a palavra, porque esta determina o querer de cada um. E maior exemplo: ‘A Terra era vazia e sem forma e Deus disse…’ – ou seja, através da Palavra (que era o Verbo) se fez o que conhecemos hoje!
– Prof. Me. Pedro César Alves



