14.1 C
Araçatuba
quarta-feira, agosto 10, 2022

Via Rondon e Artesp podem liberar acesso a empresas na marginal da rodovia

ANTÔNIO CRISPIM – ANDRADINA

Desde julho do ano passado quatro empresários com estabelecimentos à margem da Rodovia Marechal Rondon, em Andradina, enfrentam problemas de acesso. Com guard-rail a Via Rondon fechou o acesso às empresas, comprometendo o atendimento aos clientes. A justiça concedeu liminar determinando a abertura, mas pouco tempo depois a passagem foi fechada. Nos próximos dias a Artesp (Agência Reguladora de Transportes de São Paulo) foi autorizar a retirada do guard-rail, permitindo o acesso às empresas. A própria concessionária, após sucessivos pedidos, está conversando com a agência reguladora para encontrar a melhor solução. O SRC acompanha o problema desde o ano passado.
No dia 20 de julho de 2018 (sexta-feira), a Via Rondon fechou a passagem e isolou a rodovia com guard-rail. Quatro empresas que funcionam no local há muitos anos ficaram sem acesso fácil, comprometendo a prestação de serviço. No dia 24 de julho, em reunião na sede da concessionária, em Lins, a informação foi de que a determinação partiu da Artesp. O município ajuizou ação civil pública com pedido de liminar. O juiz analisou e determinou a retirada de 10 metros de guard-rail. Porém, poucos dias depois e medida foi revogada e a via margin voltou a ser fechada, situação que permanece até hoje, com sérios danos financeiros às empresas instaladas no local.

HISTÓRIA
Na época do fechamento, o empresário Marcelo Meza, diretor de uma renovadora de pneus, disse que seu pai, José Meza, instalou a empresa no local em 1989. Já Milton de Paula Vieira, que tem um truck center (atendente exclusivamente veículos pesados), já está na área desde 2005. Outra empresa prejudicada é a Borracharia Bambu, com mais de 30 anos na área. A mais nova no local era uma transportadora, com veículos que prestavam serviços para usina.
Desde o dia 21 de julho de 2018 o SRC vem acompanhando o problema. A duplicação da Rodovia Marechal Rondon foi concluída em 1997 e até o momento não há registro de acidente no trecho para justificar o isolamento da marginal, conforme foi determinado pela Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo).

POSIÇÃO
Na época, por meio de nota, a Artesp reafirmou a sua posição. “O trecho em questão não é uma via marginal da Rodovia. Trata-se de uma área que vinha sendo usada de forma irregular como acesso à rodovia, colocando em risco tanto o motorista que utilizava a área para acessar a pista da SP 300 quanto os veículos já em viagem pelo trecho. O fechamento dessa área é uma obrigação da concessionária visando a segurança viária e o cumprimento de norma contratual que determina a recuperação dessa área como passivo ambiental com plantio de grama”.

MUDANÇA
A reportagem de O LIBERAL REGIONAL e do SRC apurou que nos próximas representantes da Via Rondon, como o superintendente Fábrio Abritta, devem participar de reunião na Artesp, quando o assunto novamente tratado. Conforme foi apurado, já possibilidade de liberação da área, mas não se sabe os termos do acordo e como será feita. O importante é que o problema, que tanto tem afetado as empresas, caminha para uma solução.

 

Ultimas Noticias