DECISÃO Cinco vereadores rejeitaram as contas de ex-prefeito e quatro filiados ao PSDB votaram pela aprovação MARCELO/SRCTV

Vereadores do PSDB ignoram decisão do Tribunal de Contas e protegem ex-prefeito

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DA REDAÇÃO – MURUTINGA DO SUL

Os quatro vereadores de Murutinga do Sul filiados ao PSDB, Adriano Humberto Nunes, o Maninho (PSDB), João Luiz Pachoaletto, Anuxa Sales e José Ferreira da Silva Filho, ignoraram a posição do Tribunal de Contas do Estado pela rejeição das contas do ex-prefeito Gilson Pimentel (PSDB), relativas a 2017 e 2018 e votaram favoravelmente ao ex-prefeito. A posição dos vereadores tucanos decepcionou pessoas presentes à sessão, realizada nessa segunda-feira (13) e que esperavam a rejeição por unanimidade. Os tucanos não falaram com a imprensa e deixaram a Câmara rapidamente.

A sessão começou com quase meia hora de atraso. Os vereadores aliados do ex-prefeito afirmaram que iriam “votar com o povo”. Porém, ao final da sessão, pouco antes das 22 horas, os vereadores evitaram a imprensa e alguns de forma até ríspida e mais agressiva. O vereador Maninho disse que não ia falar porque a opinião era dele e o voto era dele. 

O Tribunal de Contas do Estado, devido às muitas irregularidades apontadas pelos auditores, decidiu pela reprovação das contas. Cinco vereadores –  o presidente Adeildo de Oliveira (PP), Felype de Carvalho Pariz (PP), Maria Ribeiro dos Santos (PTB), Mauricio Donizete de Freitas (PTB) e Vanderlei Ferreira (Podemos) – seguiram o TCE e rejeitaram as contas de Gilson Pimentel.

O relatório apresentado pelo TCE tem uma lista de irregularidades apontadas pelos auditores, como déficit no resultado na execução orçamentária superior a R$ 483 mil, com aumento em relação ao déficit do ano anterior; sem recursos disponíveis para pagamento de dívidas de curto prazo; superou o limite de despesa laboral, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal; cargos comissionados irregulares; pagamento indevido de horas não trabalhadas (servidora trabalhando meio período e recebendo jornal integral e servidora acumulando três cargos indevidamente); acúmulo de férias por servidores; Prefeitura pagou com atraso os empréstimos consignados já descontados, onerando os cofres públicos e várias outras irregularidades.

O Ministério Público de Contas deu parecer desfavorável pelo desequilíbrio econômico-financeiro e excesso de gasto com pessoal.

Ao final, o conselheiro Dimas Ramalho, acompanhou o posicionamento unânime da auditoria e do Ministério Público de Contas e emitiu parecer desfavorável à aprovação das contas de Gilson Pimentel.

 

POPULAÇÃO

A reportagem da SRCTV acompanhou a sessão e ouviu várias pessoas que estavam presentes. A totalidade esperava votação unânime contra o ex-prefeito. Algumas pessoas disseram estar decepcionadas com a votação dos quatro vereadores tucanos. (Com informações Lian Lucas).

 

 


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