Da Redação – Andradina
Faleceu na última quinta-feira, 6 de novembro, o ex-vereador Elpídio Tencarte, aos 88 anos de idade. A Prefeitura de Andradina decretou luto oficial de três dias no município pela morte de Tencarte.
Natural de Bento de Abreu, Tencarte veio para Andradina ainda muito jovem. Sua trajetória esteve sempre ligada ao bairro Timboré, onde a família tinha propriedade. Foi vereador durante seis mandatos, chegando a 28 anos de vereança, período em que desenvolveu importante trabalho e representou, com autenticidade, os produtores rurais do município. Há algum tempo Tencarte foi diagnosticado com leucemia.
O velório ocorreu nesta sexta-feira na Rosa de Saron e o sepultamento ocorreu no final da tarde. Tencarte foi condecorado com a Medalha Antônio Joaquim de Moura Andrade, a mais importante honraria concedida pelo Legislativo andradinense.
Trajetória
Elpídio Tencarte nasceu em maio de 1937. Em 1972, exatamente pela sua liderança no meio rural, foi convidado a disputar uma cadeira de vereador. Tinha início uma longeva carreira política. Foi reeleito sucessivamente até 1996, quando ficou fora da Câmara. Voltou ao legislativo nas eleições de 2000,sendo eleito presidente da Câmara em 2002. Em 2004 não conseguiu se reeleger. Foram seis mandatos e 28 anos no legislativo. Durante muitos anos foi também membro da diretoria da União dos Vereadores do Estado de São Paulo.
No legislativo, Tencarte foi um autêntico defensor dos produtores rurais. Atuou para a pavimentação da estrada vicinal Nemezião de Souza Pereira e foi um dos fundadores da Associação dos Municípios da Região de Urubupungá, entre várias outras conquistas,
Tornou-se um hábil negociador político e um bom articulador. Foi personagem importante em uma das mais ardilosas manobras para eleição da presidência da Câmara de Andradina. Em 1985, o PMDB tinha nove vereadores e seu candidato – José Cardoso das Neves – estava virtualmente eleito. Porém, numa manobra liderada por Tencarte, Salvador Placco Netto, Reginaldo Milhan Zanon e Rubens Gomes da Silva, a oposição, que era minoria, conseguiu quebrar a hegemonia peemedebista e eleger Nelson Rodrigues Martinho.

