O secretário municipal de Desenvolvimento Agrário de Andradina, Fernando Magno, em entrevista ao Sistema Regional de Comunicação, conduzida pelo jornalista Nivaldo Franco Bueno, rebateu as denúncias feitas por servidores municipais. A denúncia foi feita na esfera administrativa e também na polícia, com registro de ocorrência. Magno atribuiu as denúncias à política de austeridade na gestão da pasta, como corte de horas extras. “Tenho procurado fazer na nossa gestão, no nosso governo, uma gestão séria, adotando medidas administrativas de maior controle e organização”, disse Magno. Ele foi denunciado por suposto uso irregular de veículo e não cumprimento de horário. Fernando Magno explicou que o secretário é um agente político e que fica 24 horas às disposição da administração. Quando ao carro, ele disse que não é veículo oficial do município. É um veículo custeado pela Coater e legalmente está sob sua guarda.
“A Secretaria de Desenvolvimento Agrário tinha um ritmo diferente do que acredito que deva ser, principalmente em relação a trabalho, em relação a hora extra. Desde que assumi foi uma gestão austera. Desde que assumi fiz vários ajustes. Ajustes com os parceiros e com o trabalho. Dentro dos ajustes, vários cortes, como hora extra”, afirmou Magno, citando que em comparação com 2016, no mesmo período este ano foram economizados mais de 9 mil em horas extras. “São medidas como esta, como organização do horário, distribuição de alimentos, recolhimento de alimento no campo. Antes os servidores saíam às 15 horas e retornavam às 21 horas, ganhando hora extra, gerando despesas desnecessárias”, acrescentou.
“As denúncias foram apresentadas por dois servidores. Jonas Silva e Ricardo Teixeira. Ambos são motoristas concursados. Trabalham juntos no recolhimento de alimentos. No dia 14 de agosto tive de tomar uma medida em relação ao Jonas Silva, que perdeu a habilitação por dirigir embriagado, se envolveu em acidente e perdeu a habilitação. Fiz um ato administrativo de colocá-lo à disposição do Departamento de Recursos Humanos”, explicou o secretário. Para ele, isso gerou revolta dele (Jonas) e de companheiros de trabalho, estremecendo as relações na secretaria.
“A partir desse clima de animosidade, o senhor Ricardo (Teixeira) se negou a fazer um certo trabalho. Ele alegou algumas coisas, como o caminhão com pneu careca. Em disse que iria verificar as condições do veículo e falei para cumprir seu horário na secretaria. Isso o deixou revoltado, pois se sentiu ofendido. Não vejo isso como ofensa. Ele respondeu dizendo que ‘você (Fernando) não cumpre seu horário”, afirmou o secretário. Fernando Magno explicou que o secretário é agente político e tem função fora da secretaria. Faz viagens, visita assentamentos e fica à disposição do governo 24 horas. Os assessores, segundo ele, ficam na secretaria para as ações administrativas. “Porém, nenhuma decisão é tomada sem o meu aval”, acrescentou.
Outra denúncia feita pelos servidores refere-se ao uso do veículo pelo secretário. “Na denúncia feita na polícia e na Prefeitura não anexam nenhuma prova”, disse. *Percebe-se má-fé nos atos deles”, acrescenta Magno. “O veículo não é do município. Ele é locado pela Coater para uso exclusivo do secretário. A guarda do veículo é minha. Sou responsável pelo veículo 24 horas. Não tem despesa nenhuma para o município, pois a Coater abastece o veículo e faz a revisão. Não é um veículo oficial”, enfatizou Fernando Magno.
Quanto à administração, Fernando Magno disse que fizeram reuniões internas e tanto a prefeita Tamiko Inoue como o ex-prefeito Jamil Ono, secretário de assuntos estratégicos, sabem do trabalho que vem desempenhando.
DA REDAÇÃO – Andradina

