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Araçatuba
quarta-feira, agosto 17, 2022

Ruas e avenidas transformadas em pomares públicos

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

Acerola, goiaba, cajú, manga, mamão, romã, caqui, seriguela, pinha, amora e tantas outras eram frutas geralmente cultivadas nos quintais em uma época onde o terreno não tinha custo tão elevado. Além disso, as próprias famílias tinham perfil diferente, com mais filhos e, portanto, mais gente para consumir e limpar o quintal. Os tempos mudaram. As famílias e os quintais estão menores e a grande maioria com pouca porção de terra para facilitar a limpeza. Com isso, acabou o espaço para as frutas, mas não a vontade de cultivá-las. Sem terra no quintal, o jeito é plantar nas vias públicas. Aos poucos Araçatuba está se transformando na cidade dos “pomares em vias públicas”. Além disso, há o programa oficial Pomares Urbanos, iniciativa do vereador Flávio Salatino, com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade.
As árvores frutíferas estão presentes em todas as regiões da cidade. Na Rua Tiradentes, na Vila Mendonça, tem pés de acerola e romã. Já no Umuarama, próximo ao predio da UPA, tem dois pés de seriguela. Perto do terminal do coletivo, tem um pé de caqui. Na Rua Peru o destaque é o pé de amora, muito bem conservado. Isso sem falar nos pés de manga, que estão presentes em todas as regiões.
As principais avenidas com frutas são a Dois de Dezembro, Prestes Maia e a José Ferreira Batista. Esta última transformou-se em um grande pomar público devido à variedade de frutas encontradas. No período certo, as pessoas param para colher manga, goiaba, caju, pitanga, acerola e outras frutas existentes. Além de alimentos, as árvores servem para as pessoas descansarem sob as copas. As frutas atraem também muitos pássaros.
Nas avenidas Dois de Dezembro e Prestes Maia, há também pés de urucum, com o qual se faz o colorau, usado desde a era pré-colombiana.

CUIDADOS
O engenheiro florestal Lucas Savério Proto diz que determinadas frutas não devem ser cultivadas sem o manejo e cuidados adequados, por questões de saúde. O mosquito palha, transmissor da leishmaniose, é muito encontrado em cascas de frutas. Da o risco. Porém, ele admite que a população planta as frutas e citou como exemplo a Praça Diogo Júnior. Foram plantados vários pés de manga e devido à proximidade, vão ter a produção comprometida. Porém, como cada pessoa plantou o seu pé, a árvore é pessoal. Lucas falou sobre os pomares urbanos, cultivados de forma adequada, pensando no bem estar da população e produção de alimentos.

Arvores frutíferas crispim (10)

 

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