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    Home»Cidades»Andradina»Região está em situação de risco extremo de incêndios
    Andradina

    Região está em situação de risco extremo de incêndios

    By dfernandesmr23 de julho de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    Da Redação – Andradina

    O tempo seco e a escassez das chuvas fez a Defesa Civil do estado de São Paulo divulgar um alerta para risco elevado de incêndios e queimadas nas regiões central, oeste e leste do estado de São Paulo. O alerta foi divulgado no último dia 19, com situação de risco extremo para a região de Araçatuba. Em Andradina, depois de chuvas rápidas o clima volta a ficar seco e quente.

    O Coordenador da Defesa Civil de Andradina, Fabrício Mazotti, explicou que o período em que estamos vivendo pode agravar esse tipo de ocorrência, já que os dias estão mais quentes e secos e a escassez de chuvas aumenta o risco para a população e para o meio ambiente, principalmente em áreas do interior de São Paulo, onde a presença da cana nas áreas rurais é grande.

    Um levantamento da Defesa Civil aponta que 90% dos incêndios são causados por humanos e começam com pequenas ações do cotidiano, como jogar uma bituca de cigarro na beira da estrada ou atividades de produção rural, mas que, se não forem controladas, se tornam um incêndio em larga escala.

    Segundo o subsecretário de Segurança Pública Rogério Fagundes Vilhalva, queimadas urbanas também aumentam riscos à segurança pública, pois, além dos danos ao meio ambiente e à saúde, colocar fogo em terrenos, folhas, lixo ou restos de poda podem provocar incêndios de grandes proporções e colocar em perigo a vida humana.

    A baixa umidade do ar, aliada aos ventos e à vegetação ressecada, faz com que o fogo se espalhe rapidamente, atingindo terrenos vizinhos, residências, áreas de preservação e até redes elétricas. Em muitos casos, uma pequena queimada realizada para limpar um lote pode sair do controle em poucos minutos.

    Outro problema é a intensa fumaça produzida pelas queimadas, que reduz a visibilidade em ruas e rodovias, aumentando o risco de acidentes de trânsito. A fumaça também agrava doenças respiratórias, principalmente em crianças, idosos e pessoas com problemas pulmonares.

    Especialistas orientam que algumas atitudes devem ser evitadas durante a estiagem, entre elas colocar fogo em lixo doméstico, folhas secas, galhos, capim e terrenos baldios; descartar bitucas de cigarro em áreas com vegetação; soltar balões; utilizar fogo para limpeza de quintais ou propriedades urbanas; e abandonar materiais inflamáveis em locais expostos ao calor.

    A população também deve evitar jogar garrafas de vidro em terrenos com vegetação, pois, em determinadas condições, elas podem contribuir para o início de incêndios. Outra recomendação é manter os terrenos limpos por meio da capina e da retirada adequada dos resíduos, sem recorrer ao uso do fogo.

    Em caso de focos de incêndio, a orientação é não tentar combater as chamas quando houver risco à integridade física. O mais seguro é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros e informar a localização exata do incêndio, permitindo uma resposta rápida e reduzindo os danos.

    As queimadas urbanas também podem gerar responsabilização do autor, com aplicação de multas e outras penalidades previstas na legislação ambiental e municipal.

    A colaboração da população é fundamental para reduzir os riscos durante o período de estiagem. Pequenas atitudes preventivas ajudam a preservar vidas, proteger o patrimônio público e privado, evitar prejuízos ambientais e contribuir para a segurança de toda a comunidade.

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