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Prefeitura mantém o sucateamento da frota com veículos abandonados

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ANTÔNIO CRISPIM – CASTILHO

A Prefeitura de Castilho, na gestão da prefeita Fátima Nascimento, está atuando para sucateamento da frota, mesmo que isso implice em prejuízo aos cofres municipais. Em outubro do ano passado O LIBERAL REGIONAL fez a primeira denúncia de descaso com a frota da saúde para terceirizar o transporte de pacientes. Porém, contratou empresa irregular. O Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar as possíveis irregularidades. O procedimento ainda está em andamento, conforme foi informado nesta quarta-feira (31). Mesmo assim, o descaso com a frota e a contratação de empresas foi mantido. Em novembro, O LIBERAL mostrou dezenas de veículos deixados em um galpão que era da Cesp, próximo ao condomínio Encontro das Águas (antiga Vila dos Operadores). Agora, nova denúncia, de que veículos estão há quase um ano em oficina de Andradina.
No mês de outubro do ano passado, o a redação recebeu denúncia de que veículos estavam há vários meses em uma oficina de Araçatuba. Depois da publicação da matéria, as vans da saúde foram levadas para Castilho. À época, motoristas da Prefeitura disseram que era um processo de sucateamento da frota para terceirização dos serviços.
Em março deste ano, a reportagem recebeu nova denúncia de que uma van Fiat Ducato, ano 2013, placa DJM 7350, estava á muito tempo em uma oficina na Rua José Bonifácio, na periferia de Andradina. O veículo estava na rua.
Na apuração do sucateamento da frota de Castilho, a reportagem recebeu outras informações, sobre um veículo Corsa e um Citroen C4 Pallas, placa EGI 4005, que era usado pelo prefeito anterior. A reportagem seguiu várias informações. Os veículos chegaram a envolver-se em acidentes de trânsito. O Citroen no início da administração de Fátima Nascimento, mas depois não foi mais visto. O Corpo foi no ano passado. Nesta semana, a reportagem foi informada de que o Citroen é mais um que está no “cemitério” da frota (como vem sendo chamado o galpão próximo à Vila dos Operadores). O Citroen C4 Pallas é 2009/2010.
Neste galpão estão dezenas de veículos, como vans, ônibus e automóveis.
Veículos estão abandonados em oficina de Andradina desde o ano passado
A informação é de que pelo menos dois veículos estão desde o ano passado em uma oficina de Andradina. Na mesma época, alguns veículos eram levados para Araçatuba e outros para oficinas de Andradina. Como o contrato de prestação de serviço já venceu, os veículos deveriam ser retirados da oficina, mas permanecem no local.
A reportagem apurou que Vectra Sedan Elite 2009, placa DBA 4329 e o Gol 2001 Special, placa DBA 1946 estão na oficina de Andradina deste o ano passado.
Conforme foi apurado, os veículos deram entrada na oficina em agosto do ano passado. Foi feito orçamento, mas o serviço não foi autorizado. Depois, com o fim do período da licitação – no fim de 2018 – a empresa não poderia mais fazer o trabalho. Até agora os veículos continuam na mesma oficina.
Motoristas ouvidos pela reportagem, mas que preferem manter-se no anonimato temendo represálias da prefeita Fátima Nascimento ou de sua filha Janini Nascimento (secretária da Saúde) e até mesmo do advogado Antônio Galli, conselheiro da família, considerado “eminência parda” do governo, disseram que há veículos que não compensam a recuperação. No entanto, há muitos que ficaram parados por motivos simples de de baixo custo de manutenção. Há também relatos de veículos que foram parados logo depois da manutenção, o que demonstra que o trabalho não foi bem feito. Porém, não há controle quanto aos serviços prestados.

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Saúde deixa de usar veículos terceirizados para transporte de pacientes
Desde o ano passado a Secretaria da Saúde de Castilho vem recorrendo ao transporte terceirizado, até mesmo de empresa irregular para transporte de pacientes. Em abril, depois de licitação ser homologada em 29 de janeiro, a Prefeitura assinou contrato com a Empresa Lucas, que iniciou trabalhos com veículos não cadastrados. Porém, nas últimas semanas, deixou de usar a frota terceirizada – van e ônibus.
O motivo da suspensão do transporte de pacientes pela empresa terceirizada não foi revelado. No entanto, motoristas da central de ambulância gostaram da iniciativa. Para eles, com pouco investimento, seria possível melhorar a frota e garantir atendimento sem contratação de terceiros.
No período em que usou veículo terceirizado – parte de abril, maio e junho – a prefeitura gastou pouco mais de R$ 145 mil. O dinheiro seria suficiente para comprar dois veículos Spin, que são usados na Central de Ambulâncias.


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