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Araçatuba
terça-feira, agosto 9, 2022

Polícia instaura inquérito para apurar denúncia de assédio; delegado afirma que ainda não é possível tipificar o ato

 

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Durante entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (21), na sede da Delegacia Seccional de Polícia de Araçatuba, o delegado da Polícia Civil, Getúlio Silvio Nardo, afirmou que ainda não é possível tipificar o ato ocorrido de um hóspede contra a modelo Samen dos Santos em um hotel de Araçatuba. 

De acordo com o delegado, como o boletim de ocorrência registrado por Samen foi feito pela internet, a Polícia Civil não conta com o depoimento oficial dela, que terá que ser colhido por carta precatória a ser enviada para o Rio de Janeiro, processo que pode demorar vários meses para ocorrer.

Da mesma forma, o depoimento do autor também terá de ser colhido da mesma forma. Getúlio Nardo afirmou que, caso a modelo queira voltar a Araçatuba para dar seu depoimento na Delegacia da Mulher, a investigação poderá ser mais rápida.

Ele também afirma que o vídeo que foi gravado por Samen, e que deu repercussão ao caso, ainda não faz parte do inquérito instaurado pela Polícia para investigar o ocorrido. 

“Se ela quiser agilizar o processo, ela venha na delegacia da mulher, em Araçatuba, para ser ouvida, isso agilizaria muito. Caso ela não compareça na delegacia, nós temos que aguardar o retorno dessa carta precatória para ter a versão oficial dela, depois, obviamente, o autor também será ouvido, assim como testemunhas. Outras provas serão juntadas, como por exemplo, esse vídeo que está correndo na internet com certeza será anexado ao inquérito para que se defina de fato qual foi a conduta do autor, para que ela seja corretamente tipificada dentro do nosso ordenamento jurídico”, afirmou o delegado Getúlio Nardo durante entrevista. 

O delegado ainda citou que, além do boletim de ocorrência registrado por Samen, outro boletim também foi registrado pelo hotel. 

Segundo Getúlio Nardo, o fato de o caso ter acontecido no dia 13 de julho – data da gravação do vídeo – e só ter sido denunciado em boletim de ocorrência no dia 19, prejudica a possibilidade de prova imediata ou possível flagrante do caso.

“O que nós orientamos é que registre a ocorrência para que seja apurado o caso”. O registro tem que ser feito, de preferência pessoalmente, porque assim já pegamos a versão da vítima e já agiliza bastante o procedimento”, disse. “Ela retornou ao Rio de Janeiro e por isso nós temos que encaminhar para lá uma carta precatória, um documento para que ela seja ouvida lá. Isso demora um pouco. O inquérito está sendo instaurado e a carta precatória está sendo expedida”, completou.

O delegado disse que três crimes poderiam se enquadrar no ato, de acordo com o boletim de ocorrência registrado pela vítima, porém, apenas após a investigação é que haverá um parecer da polícia.

“Nós temos três crimes que poderiam se enquadrar, mas nenhum deles se enquadra perfeitamente, mas nós precisamos da versão oficial da vítima. Enquanto não tivermos a versão oficial dela, do autor, testemunhas e demais provas, é muito difícil você fazer esse enquadramento em um primeiro momento, porque eu posso ser leviano, falar uma coisa e depois não é”, explicou Getúlio Nardo.

 

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