Home Cidades Andradina Mais votado, Sodário prepara investida para ir à Justiça Eleitoral e assumir a Prefeitura

Mais votado, Sodário prepara investida para ir à Justiça Eleitoral e assumir a Prefeitura

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ARNON GOMES – MIRANDÓPOLIS

Na luta para se tornar prefeito de Mirandópólis, Everton Sodário venceu seu primeiro desafio no domingo. Foi o candidato mais votado na eleição suplementar. Agora, para, de fator, levar a vitória, trabalha para vencer o impasse judicial em torno de sua candidatura. Ontem, um dia após o pleito, nada de comemoração para o político do PSL.
Sodário deu muitas entrevistas, mas também teve uma segunda-feira marcada por reuniões com seus advogados. Tudo isso com um objetivo muito claro: definir a melhor estratégia para pleitear, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a posse imediata, sem depender da apreciação, naquela corte, de recurso contra decisão do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) que impugnou a sua candidatura a menos de uma semana da eleição.
Se, de alguma forma, conseguir a reviravolta, assumirá o Executivo em 4 de outubro, data em que está marcada posse do vencedor da eleição extra na cidade. “O nosso principal argumento vai ser a vontade popular”, disse.
Sodário recebeu 6.152 votos. Seu único adversário na disputa, Davi Boaventura (PSC), obteve 4.232. Conforme decisão do próprio TRE-SP da sexta-feira passada, quando rejeitou recurso de Sodário, os votos do representante do partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não serão, oficialmente, divulgados até o desfecho de seu processo na instância máxima da Justiça Eleitoral. Com a eleição “sub-júdice”, a administração municipal permanece sob a gestão interina do vereador Carlo Ortega (MDB), presidente da Câmara que assumiu o Executivo em maio com a cassação da então prefeita Regina Mustafa (PV) e do então vice-prefeito José Antônio Rodrigues (SD).
Para a Justiça Eleitoral, José Antônio não poderia ter disputado a eleição municipal de 2016 por ter tido as contas rejeitadas quando governou a cidade. Sua condenação atingiu também a ex-prefeita. Para a Justiça Eleitoral, as chapas não são “indivisíveis”. Com isso, uma nova eleição foi marcada. Coincidentemente, imapasse idêntico tenta, agora, reverter Sodário. Sua candidatura foi indeferida por causa da impugnação do seu vice, Ademiro Olegário dos Santos, o Mirão do Sisem (PSL), acusado de dupla filiação partidária. O Ministério Público Eleitoral o denunciou, sob o argumento de que Mirão estava filiado PP, partido diferente do qual pretendia concorrer, no caso o PSL.
Se, até o fim do ano, não houver uma decisão final sobre o processo nem Sodário conseguir antecipar sua posse, a partir de janeiro de 2020, a cidade seguirá com outro prefeito interino – nesse caso, o vereador Wellington de Brito Oliveira (PV), presidente da Câmara já eleito para o próximo ano.

 

Mais de 7 mil eleitores deixaram de votar

A eleição de domingo terminou com o registro de 7.035 eleitores ausentes, número que representa 36% do total de pessoas aptas a votar no município, hoje em 19.554 cidadãos.
Os votos nulos somaram 1.356, enquanto os brancos, 769.
Durante a votação de domingo, o clima foi de tranquilidade. Sodário e Boaventura votaram pela manhã. A votação começou às 8h, com poucas filas registradas. Os eleitores chegavam a rapidamente votavam.
O primeiro candidato votar foi Boaventura, por volta das 9h20. Ele chegou sozinho à Escola Estadual Noêmia Dias Perotti, concedeu entrevista e votou. Sodário votou às 10h na Escola Hélio Faria.
“A análise que faço dessa eleição é que o eleitor manifestou nas urnas um sentimento de mudança, uma mudança de 180 graus na forma de se fazer política em Mirandópolis. E uma mudança semelhante à ocorrida no plano nacional, com a vitória de Bolsonaro no ano passado”, comparou Sodário, ao avaliar o resultado.

 


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