VISITA - Alexandre Padilha entrevistado por Salvador Placco Neto, no SRC

Deputado destaca a necessidade de políticas públicas para enfrentar as sequelas da covid

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

O ex-ministro da Saúde, o médico e professor universitário, Alexandre Padilha, que é deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores, esteve na região na sexta-feira. Começou as visitas por Itapura, passando por Andradina, Bento de Abreu, Araçatuba e Penápolis. Em entrevista ao SRC, o parlamentar falou sobre o trabalho na Câmara dos Deputados, o motivo da visita e sobre a pandemia. Segundo ele, serão necessárias políticas públicas para dar acolhimento ao cidadão devido às sequelas da covid. Padilha  culpou o presidente Jair Bolsonaro pelo quadro que vive o país, como estimular aglomerações e negar a compra da vacina. 

Quanto à visita, ele disse que, como parlamentar, destinou emendas para as cidades e veio ver como foram aplicados os recursos. Também foi verificar o funcionamento de equipamentos construídos quando era ministro, como a UPA 24 horas, de Andradina. Ele também se reuniu com sindicatos, movimentos populares e militares do partido para discutir a conjuntura e falar sobre as eleições do ano que vem. Ele quis saber qual foi o impacto da pandemia na saúde da região.

 

PANDEMIA

Para o deputado e ex-ministro, o responsável pelo atual quadro do país, com mais de 540 mil mortes, “tem nome e sobrenome – Jair Bolsonaro”. Segundo Padilha, o presidente estimulou aglomerações e levou pessoas a tomarem medicamentos ineficazes, deixando de adotar medidas preventivas. Além disso,  atrasou a compra de vacinas.

Segundo o médico e deputado, há três tipos de sequelas da covid. A primeira, é dos pacientes que contraíram a doença e conseguiram a cura.No entanto, há sequelas neurológicas, cardiológicas, pulmonares, oftalmológicas, pessoas que desenvolveram diabetes e outras que tiveram o quadro agravado. “O que se sabe é que a grande maioria dos pacientes que tiveram Covid-19 de maneira moderada ou grave desenvolvem algum tipo de sequela. O que se sabe também, é que a imensa maioria dos infectados de maneira moderada ou grave acabam apresentando risco maior de morte por outras infecções depois do período de recuperação. Estão sendo e serão observados cada vez mais novos perfis de sequelas na medida em que as pessoas vão se recuperando, com novos estudos e relatos”, escreveu o médico em artigo publicado no Estadão.

A segunda sequela, de acordo com o parlamentar, é a organização do sistema de saúde, quer perdeu muitos profissionais e outros estão impedidos de trabalhar. Ele citou que estudos revelam a existência de 170 mil órfãos pela doença e por isso conseguiu a aprovação de uma lei para garantir indenização mensal às crianças. 

Quanto à terceira sequela, Padilha disse que é necessário criar um programa de apoio e acolhimento às pessoas. Devido a pandemia, pacientes com outras enfermidades deixaram de ser atendidos. Até mesmo pacientes oncológicos. Por isso, segundo ele, é necessário criar um plano de atendimento no pós pandemia. “A pandemia não se encerrará com a redução dos casos confirmados ou das mortes. Ela continuará e seus efeitos serão duradouros. Para enfrentar esses impactos, necessitamos de políticas públicas que enxerguem o brasileiro como cidadão de direitos, e não apenas como números e custos”, finalizou o deputado em seu artigo.

 


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