APRESENTAÇÃO - Projeto inédito é apresentado em Andradina pelos idealizados e parceiros

Andradina recebe projeto inédito de coleta de óleo de cozinha usado

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DA REDAÇÃO – ANDRADINA

Com o objetivo de minimizar o impacto do descarte do óleo de cozinha usado na natureza e incentivar a prática de novos hábitos sustentáveis, uma parceria inédita entre a Águas Andradina, empresa do Grupo Iguá e Sabesp, e a Cargill traz um projeto inovador para Andradina e região: o Óleoponto.
A cidade é a primeira do Brasil a receber uma máquina 100% autônoma que coleta o óleo de cozinha usado e devolve créditos ao cliente. Esta tecnologia foi criada pela Óleoponto – uma startup que soluciona o problema do descarte do resíduo residencial no Brasil. A cada um litro doado são contabilizados 10 pontos e, ao atingir 60, vale um óleo de soja Liza de 900 ml.
Fundada em 2019, a Óleoponto é um projeto do arquiteto Zadrik Mendonça que surgiu de um sonho de preservar o meio ambiente e garantir uma vida melhor para as futuras gerações. Desde sua fundação até o presente momento, a startup firmou parcerias com duas empresas juniores da Universidade de São Paulo (USP), a EESC Jr. e a FEA Júnior USP. “A primeira ajudou no desenvolvimento da máquina inteligente coletora de óleo e a segunda auxiliou na estruturação da Óleoponto como empresa. Ambas foram essenciais na evolução da startup e para que ela possa almejar coletar mais de 500 litros do resíduo por mês, na estreia de sua máquina na cidade de Andradina”, explica Zadrick.
Segundo o diretor geral da Águas Andradina, Luís Guilherme Bizelli, essa solução tecnológica gera vantagens tanto para quem recicla quanto para a natureza. “Nosso intuito é que cada morador da cidade se conscientize sobre a importância do descarte correto e o papel de cada um para fazer a diferença. Jogar óleo usado no ralo da pia da cozinha é prejudicial para o meio ambiente, redes coletoras de esgoto e, consequentemente, à população”, ressalta.
A participação da Cargill está alinhada com os objetivos de sustentabilidade da empresa, especialmente em iniciativas ligadas à marca de óleo Liza. “O Óleoponto se tornou um aliado do nosso programa Liza Ação Renove o Meio Ambiente que, a partir da logística reversa, já permitiu a reciclagem de mais de 6 milhões de litros”, comenta Marcio Barela, gerente de Sustentabilidade da Cargill. A empresa aderiu ao projeto também pela inovação tecnológica que ele traz ao consumidor, um incentivo adicional para promover a conscientização em áreas-chave para a empresa.

Funcionamento
Além do equipamento instalado em uma região estratégica de Andradina, outro destaque é o funcionamento do programa: seguindo critérios de Economia Circular, a própria máquina devolve ao consumidor uma pontuação que se torna “crédito” para ser trocada por óleo novo.
Para participar é necessário colocar o óleo armazenado em garrafas PET de dois litros (não precisa ser a garrafa cheia), fazer o cadastro na própria máquina ou no site http://www.oleoponto.com.br com os dados pessoais, criar um login e uma senha de oito dígitos. Depois, é só depositar o recipiente na máquina inteligente de coleta. É preciso destampar a garrafa para a máquina reconhecer o produto. Lembrando que cada litro são 10 pontos, quando contabilizar 60 é preciso entrar no site Óleoponto e clicar em “trocar pontos por óleo”. Automaticamente vai chegar um código no e-mail cadastrado, com esse número o usuário vai até ao atendimento do supermercado para validação e receber o óleo novo Liza, de 900 ml. Todo o resíduo coletado será destinado à fabricação de biodiesel.
O Oléoponto começou a operar nessa quinta-feira (7/10) e a máquina está instalada em um supermercado, anexo ao Oeste Avenida Plaza, na avenida Guanabara, 2919. O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 8h às 22h, domingos e feriados das 8h às 18h.

PARCERIA
Este projeto surgiu da parceria entre a Iguá Saneamento e a 100 Open Startups, uma plataforma digital que usa tecnologia e dados para facilitar a cocriação de negócios inovadores. E integra o novo plano estratégico de sustentabilidade da companhia, que visa transformar a empresa em referência nacional e internacional em questões de governança ambiental no saneamento. São quatro pilares essenciais que orientam a realização das ações socioambientais, como SERR – Segurança hídrica; Eficiência na produção e distribuição de água; Responsabilidade na coleta e tratamento de esgoto; e Respeito às pessoas.
Segundo Murillo Oliveira Borges, gerente de Inovação da Iguá Saneamento, esse projeto vem ao encontro do DNA da companhia que investe e apoia iniciativas que criam conexões com o ecossistema de inovação aberta, atraindo startups em busca de soluções para desafios do dia a dia do saneamento. “Hoje somos líderes do ranking de inovação da 100 Open Startups no setor, reafirmando o quanto a nossa agenda é sintonizada com o ecossistema das startups. Nosso foco em resolver os problemas abrange todas as áreas da empresa, do administrativo aos clientes, passando por sustentabilidade e operação. Apenas em 2020, foram cerca de 400 startups avaliadas e 40 selecionadas para análises mais profundas, em 2021 superaremos esse número. Essas descobertas têm sempre como objetivo a otimização e a melhoria dos serviços prestados”, explica.

Entenda em 4 passos a importância deste projeto e participe!

1 – O óleo pode aderir às paredes das tubulações das redes coletoras e reter partículas sólidas, causando assim a obstrução da passagem de esgoto. Nesse caso, ocorre o retorno do efluente para as residências, ruas e até corpos hídricos. A rede coletora é a responsável por tirar o esgoto dos imóveis e levar até as estações de tratamento.
2 – Esse problema pode ser agravado em dias de chuva, ainda mais nos casos de imóveis onde não existem redes individuais, deixando a tubulação sobrecarregada e com a possibilidade de causar extravasamentos. As residências precisam ter a rede de esgoto, usada para levar a água de banhos, lavagem de louça e roupas e descarga do vaso sanitário às Estações de tratamento da Águas Andradina. E a tubulação para as águas pluviais, que transporta e drena toda água da chuva das áreas urbanas até os rios, córregos ou canais. Quem faz a manutenção dessas galerias é a prefeitura do município.
3 – Quando despejado em rios ou mares, o óleo forma uma camada que impede a passagem do oxigênio prejudicando toda a vida marinha.
4 – O lançamento de óleo nas lagoas de tratamento ocasiona o desequilíbrio ecológico/microbiológico, o que prejudica a eficiência do serviço de esgotamento sanitário.
Qualquer dúvida sobre o Óleoponto, os moradores podem entrar em contato pelo WhatsApp (18) 99657-1147 ou pelo e-mail contato@oleoponto.com.br. O regulamento pode ser consultado no site http://www.oleoponto.com.br.


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