Home Cidades Andradina Andradina quer proibir aulas de reforço presenciais em escolas por causa da covid-19

Andradina quer proibir aulas de reforço presenciais em escolas por causa da covid-19

6 minutos de leitura
Compartilhe esta notícia!

DIEGO FERNANDES – ANDRADINA

A prefeitura de Andradina, através do seu departamento jurídico e do Comitê de Contingência da covid-19, está estudando proibir o ensino presencial no município. O motivo é o pico de contaminação da doença e a ocupação de leitos na Santa Casa de Andradina, que segue preocupando as autoridades do município.

Em entrevista exclusiva ao jornal O LIBERAL REGIONAL, a secretária municipal de educação de Andradina, Lucilene Novais, revelou que está sendo estudada a confecção de um decreto proibindo as escolas estaduais de atenderem aos alunos de forma presencial em aulas de reforços. Desde ontem, alguns estabelecimentos de ensino estaduais do município já estão recebendo alunos para acompanhamento. Algumas escolas estaduais voltaram com as aulas de reforços escolar, assim como alguns colégios particulares.

Lucilene revelou a preocupação do poder executivo andradinense com o novo coronavírus, que pode vetar qualquer atividade de ensino presencial nas escolas.

“Nós estamos preocupados com a questão da ocupação dos leitos aqui em Andradina. A ocupação está acima dos 80%, então possivelmente deve sair um novo decreto da prefeita coibindo também estas aulas presenciais das escolas estaduais. Isso ainda está sob análise do jurídico e do Comitê de Contingência de Covid-19, mas já sinalizaram, o jurídico já sinalizou que possivelmente vai ter uma mudança nesse atendimento das escolas do estado”, afirmou.

Já com relação ao ensino particular, haverá a possibilidade de as escolas poderem fazer, ao menos, aulas de reforço e acompanhamento escolar. Isto está sendo discutido para este novo decreto, porém, as escolas deverão fazer pesquisas junto aos pais dos alunos, caso queiram voltar com o ensino regular presencial, de acordo com a secretária Lucilene.

“Me parece que o decreto vai privar apenas a escola estadual e vai manter uma autonomia da escola privada, mas as escolas privadas tem uma situação que tem que fazer uma pesquisa entre os pais dos alunos, se eles querem voltar ou não, não é só a escola que decide”, afirmou a secretária, dizendo também que algumas instituições de ensino particular do município, como o COC e o Anglo, não pretendem voltar às aulas presenciais neste ano.

Município

A titular da pasta de educação do município confirmou que os alunos da rede municipal não voltarão às aulas neste ano por determinação da prefeita Tamiko Inoue (PSDB). Mesmo com a liberação por parte do estado para a volta das aulas desde o dia 7 de outubro, Lucilene entende que seria complicado controlar as crianças para que mantivessem um distanciamento seguro e as medidas de higienização.

“No município está acontecendo tudo remoto, a gente não volta. Porque criança pequena é muito mais difícil de você manter o distanciamento, de você cuidar da questão da proteção, com máscara. Nós não voltamos, por enquanto estamos mantendo o ensino remoto e nós não temos previsão da volta às aulas presenciais”, explicou a secretária Lucilene.

Atualmente, Andradina conta com 11 creches, 10 escolas de educação infantil e 7 escolas de ensino fundamental, que abrigam juntas cerca de 4.800 alunos, que seguem tendo aulas pela internet. A mesma medida foi tomada em outras três creches filantrópicas que possuem regime de colaboração com o município e recebem outros 250 alunos da rede municipal. Todos seguem com atividades on line.


Compartilhe esta notícia!