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Araçatuba
quarta-feira, agosto 10, 2022

Publicitário suspeito de pedofilia tem prisão preventiva decretada pela Justiça

A Justiça de Araçatuba decretou a prisão preventiva do publicitário de 38 anos de idade preso durante a quarta fase da operação Luz na Infância na manhã de quinta-feira (28) na cidade. O homem, identificado pelas iniciais, A.R.F., será encaminhado para a Penitenciária Orlando Brando Filitno, onde ficam presos suspeitos de estupros e de pedofilia.

 

Por volta das 8h30, o suspeito deixou a carceragem da Central de Polícia Judiciária e foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal), onde passou por exame de corpo de delito. Logo depois, ele foi levado para o Fórum do município onde passou por audiência de custódia.

 

A juiz de direito Sérgio Ricardo Bilella decretou a prisão preventiva do publicitário, que vale por tempo indeterminado. A partir de agora, a Polícia Civil tem dez dias para encerrar o inquérito e remetê-lo ao Ministério Público. A defesa do homem informou que ainda é muito cedo para se manifestar, já que não teve acesso ao inquérito. O advogado Rodrigo Rister de Oliveira disse também que ao analisar os autos poderá pedir a revogação da prisão preventiva ou até mesmo um habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Estado.

 

CASO

 

A prisão do publicitário ocorreu durante a quarta fase da operação Luz na Infância, deflagrada em todo o Brasil. Por volta das 06h, policiais civis do GOE (Grupo de Operações Especiais) cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, na Vila Estádio, em Araçatuba.

 

Durante os trabalhos, segundo a polícia, foram encontrados vídeos armazenados no computador do suspeito com teor de pornografia infantil. Também foram localizadas munições de diversos calibres, inclusive de nove milímetros e de fuzil, que são de uso restrito das Forças Armadas.

 

O publicitário recebeu voz de prisão e foi levado até a carceragem da Central de Polícia Judiciária. Ele prestou depoimento no fim da manhã na presença de dois advogados. O interrogatório durou aproximadamente uma hora. Segundo o delegado responsável pelo registro da ocorrência, Marcos Roberto Alves da Costa, o homem negou que assistia aos vídeos.

 

“Ele tinha um programa que baixa vídeos pela internet, mas negou que assistia tais vídeos. O suspeito alegou que os vídeos eram baixados automaticamente, tudo junto, com outros materiais”, informou.

 

Policiais civis de Valparaíso também prenderam um homem de 59 anos durante a operação. Ele foi levado até a delegacia da cidade, onde o delegado arbitrou fiança de R$ 1,5 mil. O suspeito pagou a quantia e foi colocado em liberdade.

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