Ministério Público denuncia à Justiça homem suspeito de estuprar a filha

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O Ministério Público de Guararapes, na região de Araçatuba, ofereceu denúncia à Justiça por estupro o caso do homem de 60 anos de idade suspeito de ter abusado sexualmente da própria filha, de 26, durante sete anos na cidade. O caso veio à tona no mês passado e foi noticiado pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL.

De acordo com a promotora de Justiça Maria Cristiana Lenotti Neira, o indiciado foi denunciado por estupro, ameaça e descumprimento de medidas protetivas, já que mesmo após a ordem de permanecer a uma distância mínima da vítima continuou fazendo ameaças a ela. Agora, cabe a Justiça aceitar a denúncia e tornar o homem réu no processo para, depois, ser agendado o julgamento. Ele continua preso preventivamente após a descoberta do estupro.

O caso foi revelado no início do mês passado. Segundo a vítima, os abusos aconteciam há pelo menos sete anos, depois da morte da mãe. Ela decidiu denunciar o pai depois que colegas de trabalho perceberam algo incomum na relação dela com o genitor, que também trabalhava no mesmo centro de reciclagem que ela.

Foi, então, que uma amiga da declarante a pressionou para saber se acontecia algo de errado e a mesma acabou confessando que desde que a mãe morreu, quando tinha 19 anos de idade, os abusos começaram. O investigado forçava o ato sexual, caso contrário dizia que mataria a filha e depois se suicidaria. Os estupros ocorriam de duas a três vezes na semana.

Nos primeiros dias, a Justiça negou o pedido de prisão, mas concedeu uma medida protetiva à mulher, que foi descumprida pelo autor, que passou a fazer novas ameaças.

Após sete dias desde que o caso foi à tona, a Polícia Civil solicitou novo mandado de prisão à Justiça, que foi aceito. O surgimento do vídeo foi primordial para que a prisão ocorresse.  Na gravação, a jovem chora e implora para que o pai não cometa o ato, mas é em vão. Ele chega a sorrir da situação.

INQUÉRITO

Após 15 dias de investigações, a Polícia Civil de Guararapes concluiu o inquérito que investiga o crime.  O delegado responsável pelo caso, Juliano Albuquerque Goes, entendeu que houve o crime de estupro contra a vítima. Ao longo das apurações, ele ouviu o depoimento da declarante, de novas testemunhas e tentou interrogar o acusado, mas o mesmo se negou a responder os questionamentos, dizendo que só iria respondê-los diante do juiz.


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