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Justiça condena quadrilha que assaltou agência dos Correios a mais de 78 anos de prisão

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A Justiça Federal em Jales (SP) condenou oito pessoas denunciadas pelo Ministério Público Federal por participação no assalto à agência dos Correios em Urânia em janeiro de 2016. Um dos líderes da quadrilha é de Araçatuba.

 

O crime deu origem a uma ampla investigação que, dois anos depois, resultou na Operação Reembolso, da Polícia Federal, contra um grupo que praticava roubos em cidades do noroeste paulista. A soma das penas aplicadas é superior a 78 anos de prisão. O MPF já recorreu da decisão para que o tempo de reclusão determinado a cada réu seja aumentado, em um total que pode chegar a 105 anos.

Os criminosos foram sentenciados pelo roubo de R$ 192,6 mil e três celulares. O assalto ocorreu no dia 25 de janeiro de 2016, quando dois dos bandidos chegaram à agência no fim da tarde, renderam os atendentes e os obrigaram a abrir o cofre onde estava guardado o dinheiro. Entre os réus está uma funcionária do estabelecimento, que passava informações privilegiadas aos demais envolvidos e foi condenada à perda do cargo, além da pena de prisão.

A sentença considerou agravantes como o uso de arma de fogo e a restrição de liberdade das vítimas. Após anunciar o assalto, os bandidos mantiveram os funcionários rendidos em um banheiro com os pés e as mãos amarradas e os ameaçavam de morte caso o cofre não fosse aberto. Durante a ação, um dos reféns conseguiu desatar os nós e acionar a Polícia Militar. Embora os envolvidos tenham fugido, os policiais puderam localizar pouco depois uma casa onde a dupla deixou a moto utilizada no crime e alguns dos itens roubados.

Dois dos condenados já estão presos preventivamente e permanecerão reclusos durante a fase recursal. Os demais poderão apelar da sentença em liberdade. No recurso que já apresentou, o MPF pede, além da majoração das penas de prisão, que a Justiça determine aos réus o ressarcimento dos valores roubados da agência dos Correios e o pagamento de indenizações às vítimas por danos morais.

 

INVESTIGAÇÕES

 

A operação ‘Reembolso’ foi deflagrada em abril do ano passado. Mais de cem policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva, 11 mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de Urânia, Aparecida d’Oeste, Araçatuba e Birigui. Além disso, um homem, apontado como um dos líderes do grupo, foi preso na casa onde mora em Araçatuba.

As investigações começaram a partir de um roubo ocorrido na agência dos Correios de Urânia em janeiro de 2016. Na ocasião, dois homens armados renderam os funcionários e roubaram toda a quantia que estava depositada no cofre da agência postal. A partir deste roubo, de competência federal, a PF iniciou as investigações e identificou núcleos de criminosos nas cidades de Araçatuba e Birigui, que mantinham contatos com comparsas da região de Jales. No decorrer das investigações, outras ações criminosas do grupo foram identificadas nas cidades de Nipoã, Aparecida d’Oeste, Urânia, Araçatuba e Birigui.

A polícia identificou crimes contra os Correios, mas postos de gasolina, lotéricas e supermercados também foram alvos dos criminosos. Somente a agência dos Correios de Urânia foi alvo do grupo em pelo menos três ocasiões desde o início das investigações.

Na última tentativa de ação dos criminosos, em outubro de 2017, eles foram surpreendidos por equipes da PF e da Polícia Militar. Houve resistência e troca de tiros, que terminou com a morte de um bandido e a prisão de outros três criminosos. Outros três indivíduos foram identificados posteriormente e foram presos ontem.


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