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quarta-feira, maio 25, 2022

Justiça condena mais um acusado de participação no assalto à Protege

A Justiça condenou mais um acusado de participação no assalto à Protege em Araçatuba. Trata-se de Regis Fred de Souza, preso em nove de março de 2021 em São Carlos. O réu se apresentou em 2017 como Assis Rocha Galvão, pessoa esta já falecida há vários anos. A somatória das penas dos vários crimes cometidos chegou a 87 anos de prisão em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade e mais 101 dias-multa.

O autor concorreu para a prática de crimes de latrocínio consumado (roubo seguido de morte), dois latrocínios tentados, incêndio agravado, explosão agravado e de uso de documento falso. Regis também sofreu condenação não definitiva por envolvimento no mega-assalto à Prosecur em Ciudad del Lest, no Paraguai.

Ele também é investigado pelo envolvimento na prática de outros crimes, como o assalto à Caixa Econômica Federal, em Bauru.

OUTRAS CONDENAÇÕES

Outros oito denunciados pelo Ministério Público foram condenados pela Justiça por participação nos crimes praticados nos autos principais, todos encontram-se presos, entre eles: Sérgio Manoel Ramos, Edimar Murilo da Silva Maximiano, André Luiz Pereira da França, Ramon Alves Ornelas, Edsn Januário de Souza, Roni Alves de Oliveira, Marco Antônio Rodrigues Antonieto e Wilson Evaristo Franco.

Já nos autos desmembrados foram condenados mais dois réus: Agnaldo Francisco da Silva Pereira e Ânderson Manoel de Souza. Ambos também foram condenados por envolvimento no assalto à Rodoban em Uberaba (MG). Outro réu condenado foi Roberto Bezerra dos Santos. Já o denunciado Edson Vieira da Silva continua foragido.

CRIME

O assalto à Protege ocorreu em outubro de 2017. Os assaltantes agiram com sincronismo em diferentes frentes. Um grupo obrigou um motorista que estava em um posto às margens da Rodovia Marechal Rondon a atravessá-lo na pista. O bloqueio foi na altura do quilômetro 522. A manobra tinha como objetivo impedir a chegada de reforços de outras cidades. Caminhões em chamas foram colocados estrategicamente nas esquinas de acesso ao quartel da Polícia Militar, na Rua Capitão Alberto Mendes Júnior (sede do CPI 10 e do 2º Batalhão).

Além disso, bandidos ficaram escondidos na Escola Francisca Arruda (em frente ao quartel), atirando contra os policiais para impedir que saíssem. O objetivo foi sitiar a PM. Enquanto tudo isso ocorria, outros grupos aterrorizavam aquela região da cidade com centenas de tiros que atingiram veículos e estabelecimentos comerciais.

O objetivo era exatamente criar clima de terror. Já na Protege, a aproximadamente 700 metros do quartel, os bandidos usaram elevada carga de explosivos. A destruição foi total e atingiram casas próximas. Nas proximidades da Protege, os bandidos também fizeram muitos disparos. Rapidamente fugiram levando R$ 10 milhões. Segundo a Polícia Civil, naquele dia havia a quantia de R$ 50 milhões dentro da empresa.

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