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quarta-feira, agosto 10, 2022

Cinco missões para Rogério Micale em plena turbulência do time do Atlético na temporada

Rogério Micale tem na carreira 12 jogos como treinador de times profissionais. Cinco deles à frente do Atlético. A experiência maior é em trabalhos com categorias de base. Carrega consigo a glória de ter sido o único técnico a comandar a Seleção Brasileira Olímpica (sub-23) na conquista de uma medalha de ouro. Foi escolhido pela diretoria para ocupar, em um momento de decisões para o time, a vaga de Roger Machado, demitido após oscilações que comprometeram a campanha, principalmente no Campeonato Brasileiro. Sem tempo para treinar e fazer ajustes necessários, Micale agregou ao seu currículo as eliminações do Galo na Copa do Brasil e na Copa Libertadores, fracassos que encerraram as chances de título de expressão para o clube em 2017, ano de grandes investimentos. Os desafios do técnico não acabaram. Restando um turno a ser jogado pelo Brasileirão, Micale precisa encontrar um time, fazê-lo jogar para evitar que o risco de rebaixamento aumente a cada rodada. O presidente Daniel Nepomuceno já fez uma exigência: quer a vaga na Libertadores de 2018. “É obrigação”. A pontuação mostra que é possível. Cinco pontos separam o time do G-6. As atuações deixam claro que é preciso uma transformação drástica, caso contrário a briga será para não cair. Confira cinco missões para Rogério Micale, em plena turbulência da equipe:
Recuperar medalhões
O Atlético começou a temporada como candidato a “tudo”, graças ao elogiado elenco, recheado de grandes nomes. Entre altos e baixos, viu Fred ratificar a fama de artilheiro nos primeiros meses, Cazares mostrar potencial de garçom, Elias apresentar capacidade ofensiva, Robinho expor seu poder de decisão. O time foi campeão mineiro. Nos dias seguintes, a oscilação ganhou força. Os principais nomes da equipe sumiram em campo. Desgaste, calendário, queda técnica, desorganização tática. Não faltaram explicações. O fato é que as apostas para comandarem o Atlético em 2017 não se cumpriram. Robinho foi para o banco de reservas. Pablo foi a solução de Micale. Esteve longe de dar resultado. Reforços dificilmente virão. Rogério Micale terá de recuperar nomes como Fred, Elias e Robinho.
Fazer ataque funcionar
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

No momento de decisões, os gols se tornaram artigos raros no Atlético. Nos últimos 11 jogos, o time balançou as redes apenas seis vezes. Marcou um nos duelos contra o Botafogo, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Levou três. Teve 180 minutos e não marcou um gol sequer contra o Jorge Wilstermann. Foi o primeiro clube do Brasil a ser eliminado por uma equipe da Bolívia na história da Libertadores. A eficiência ofensiva vai ser determinante para o galo mostrar qual caminho vai tomar até o fim do ano.

Resgatar emocional
Além da queda técnica do time, o Atlético terá de se reerguer emocionalmente. As duas eliminações em menos de 15 dias abalaram o time e os torcedores. Os atletas não têm muito tempo para lamentações. No próximo domingo, o Galo tem importante compromisso contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro. Os cariocas, outro time apontado como favorito na competição, também fracassaram na briga pelo título. O duelo entre mineiros e cariocas será no Independência. A apoio da torcida alvinegro será essencial para o Atlético reagir. Apoio que não faltou nas últimas partidas. O time vai precisar dar uma resposta à arquibancada.
Voltar a vencer em casa
Difícil encontrar, no começo da temporada, um torcedor do Atlético que imaginasse que a equipe teria o “fator casa” como problema em 2017. O mando de campo sempre foi o forte do Galo. Desde 2012, tornou-se alicerce das principais conquistas do clube, seja no Independência ou no Mineirão. No Campeonato Brasileiro, em 10 jogos em casa, o Atlético sofreu seis derrotas. Venceu duas vezes apenas. O empate sem gols com o Jorge Wilstermann reforçou a série de decepções como mandante.
Dar repertório ofensivo ao time
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

Umas das principais causas do desempenho ruim do ataque e dos resultados negativos em casa é a falta de repertório ofensivo ao Atlético. Há vários jogos, o Galo se tornou uma equipe de uma jogada só. Frente a adversários organizados defensivamente ou retrancas, o Alvinegro não encontrou saídas. Tabelas, dribles e penetrações para achar espaços foram lances difíceis de serem vistos. O desfecho das tentativas de ataque foram bolas levantadas na área. Cruzamentos que não surtiram efeito. Goleiros e zagueiros rivais levaram a melhor. Mesmo com jogadores como Cazares, Robinho, Elias, Valdívia, Fred, Otero, o Atlético virou refém do “chuveirinho”.

Da Redação

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