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    Home»Esportes»A um ano da Copa, Rússia tenta passar ao mundo uma imagem menos rígida
    Esportes

    A um ano da Copa, Rússia tenta passar ao mundo uma imagem menos rígida

    By marcio123rocha21 de junho de 2017Nenhum comentário4 Mins Read
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    Os russos precisam ser menos russos. Esta é a conclusão do secretário de Turismo e Esporte de Moscou, Nikolay Gulyaev, um ex-patinador de velocidade que agora precisa correr com os ajustes na Copa das Confederações e os preparativos finais da Copa do Mundo de 2018. Ele considera o jogo de hoje, entre Rússia e Portugal, no Estádio do Spartak, o maior teste até agora.

    Quando chegou à conclusão da urgência da mudança de costumes, Gulyaev se referia também à rispidez com a qual os policiais russos conduziram a saída dos torcedores de Chile e Camarões, no último domingo. Do estádio até a estação de metrô, a tropa, auxiliada pela cavalaria, formou um corredor. Diante de um grande número de pessoas (33 mil), em um espaço pequeno no acesso à estação, os ânimos se exaltaram.

    Dentro da estação, e ao longo do percurso nos vagões, os eufóricos e vitoriosos torcedores chilenos faziam a festa e foram abordados pelas autoridades, que pediam que se calassem, ou, pelo menos, diminuíssem o volume. Já os camaroneses tiveram menos sorte. Muitos foram revistados antes mesmo da checagem no detector de metais. Alguns estavam inconformados pela revista seletiva.

    Faz parte da estratégia da Rússia usar a Copa do Mundo para mostrar uma imagem mais amigável ao mundo. E tudo começa em Moscou. Por isso, Gulyaev pede mais jogo de cintura.

    — Eles (policiais), como boa parte da população, não estão acostumados com isso, tantos torcedores ao mesmo tempo, festa nos vagões… Mas isso será discutido já para este jogo. Eles precisam ser mais legais com a torcida — disse Gulyaev.

    Única partida com todos os ingressos vendidos (45 mil), Rússia x Portugal ganhou status de final de campeonato. Gulyaev ressalta que nada poderá dar errado.

    — Estamos indo além de nossos esforços para atender todas as demandas. Será o maior teste para todos os serviços de Moscou, do transporte público à segurança — reconheceu o ex-atleta, medalha de ouro na Olimpíada de Inverno de 1988.

    Outra necessidade já está sendo, lentamente, assimilada pelos russos: o metrô começa a sinalizar algumas das estações em inglês, principalmente na linha que conduz ao Spartak. Mas ainda é pouco.

    — Nós estamos trabalhando para pôr mais sinais não só em inglês, mas também em outras línguas — contou Gulyaev, confessando que, mesmo lenta, a mudança acontecerá em menos de um ano. — Para a Rússia, o que será a Copa do Mundo? A chance de mostrar que somos amigáveis, que Moscou é receptiva a todos os padrões de turistas. Nossa propaganda é: “venham, sejam bem-vindos, estamos abertos para receber qualquer um”.

    NA COPA, UM MILHÃO
    Moscou espera receber na Copa mais de um milhão de pessoas, contando turistas que nada têm a ver com o torneio. A cidade será sede da abertura e da final. É de longe o local mais importante. E será o mais vigiado. Hooligans ingleses serão monitorados, assim como os vândalos russos. Tudo, segundo o dirigente, será feito para que não haja violência nos jogos, em Moscou ou não.

    — Eu não posso falar por outras cidades, mas quanto a isso eu não tenho preocupação em Moscou. Uma coisa é o torcedor amigável. Outra, é o violento. Nós temos um departamento policial voltado para o turista que vai trabalhar para evitar qualquer tipo de problema — declarou Gulyaev.

    Svetlana Bazhanova, do comitê organizador local de Moscou, explicou que os problemas nas estações do metrô aconteceram porque havia muita gente. Em média, há 20 mil pessoas por hora nas estações. No último domingo, o número dobrou nos momentos de pico relativos ao jogo. Ela garantiu que tudo estará preparado para hoje.

    Da Redação

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