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segunda-feira, maio 16, 2022

MDB QUER SIMONE COMO CANDIDATA AO GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL

A senadora Simone Tebet, que é natural de Três Lagoas, deve mesmo ser a candidata do MDB ao governo de Mato Grosso do Sul. O candidato natural do partido seria o ex-governador André Puccinelli, de quem Simone foi vice de 2011 a 2014, quando elegeu-se para o Senado. Porém, com a prisão e o indeferimento de habeas corpus, Puccinelli abriu mão de sua candidatura. Simone disse na segunda-feira que anunciará a decisão na quinta-feira. No entanto, dentro do partido e até mesmo adversários políticos não acreditam que ela vai recusar o convite do partido.
A filha do senador Ramez Tebet, morto em 2006, Simone tem feito uma carreira política de sucesso. Foi eleita prefeita de Três Lagoas em 2004 e reeleita em 2008. Porém, renunciou para ser candidata a vice-governadora, a convite de Puccinelli, em 2010. Em 2014, estimulada pelo governador, Simone foi candidata ao Senado e se elegeu.
A reportagem apurou que ao desistir de sua candidatura, Puccinelli teria se reunido com Simone, na prisão, em Campo Grande, para anunciar a sua decisão e ao mesmo tempo passar à aliada a responsabilidade de conduzir o partido na sucessão estadual. Simone ficou de analisar a situação.
Paralelamente, a cúpula emedebista de Mato Grosso do Sul começou a trabalhar com os partidos aliados para verificar a aceitação do nome de Simone. A resposta foi positiva e os dirigentes acreditam que a base se mantida e é possível até mesmo conquistar outros partidos aliados.
Em reunião na sede do diretório do MDB, em Campo Grande, na segunda-feira (dia 30), os presidentes regionais do PMN e do PHS, Alexandre Resende e Emídio Milla, sinalizaram que vão se manter na base do MDB na eleição deste ano, pelo menos no que depender deles. O posicionamento, de qualquer forma, será submetido aos membros de cada sigla.
Contudo, os emedebistas trabalham por conquistas mais aliados. Dois partidos já sinalizaram a intenção de seguir com o partido de Puccinelli, segundo o vice-presidente do MDB, Waldemir Moka. O senador não quis revelar os nomes, apenas reforçou que a candidatura de Simone tem tido “repercussão positiva”.

DEMOCRATAS
O Democratas é um dos alvos da direção emedebista. Os democratas de Mato Grosso do Sul estavam dispostos a caminharem com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Porém, com a saída de Puccinelli da disputa, o partido pode aliar-se ao MDB.
De acordo com o deputado estadual Junior Mochi (MDB), presidente da Assembleia Legislativa e um dos mais influentes líderes emedebistas, até quinta-feira, os partidos que já tinham sinalizado apoio quando André era candidato vão confirmar a permanência.

BANDEIRA DE LUTA
O MDB já começa a preparar o lançamento oficial da candidatura de Simone Tebet e o trabalho será direcionado ao candidato do PDT, o ex-juiz Odilon de Oliveira. Simone tem baixa rejeição e suas ações no Senado a credencial para assumir a bandeira contra a corrupção, um dos principais destaques no trabalho de Odilon.
“Os bons políticos preferem ser julgados na primeira instância, porque a rapidez os favorece. Os custos são menores e, afinal de contas, quem não deve não teme” diz a senadora, defensora do fim do foro privilegiado.
A convenção do MDB no MS está marcada para o dia 04 de agosto, onde a chapa do partido será oficialmente lançada. Até lá os partidos vão intensificar as conversas visando o fortalecimento do nome de Simone e até mesmo ampliando a a sua base de apoio.
Para analistas, trata-se de um fato novo que pode mudar os rumos da eleição em Mato Grosso do Sul.

DA REDAÇÃO
Três Lagoas

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